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Câmara confirma votação do Marco Legal contra facções e CPI no Senado ouve PF

Motta ressalta endurecimento histórico e urgência no combate ao crime organizado

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PT antecipa debate sobre apoio a Hugo Motta após articulações de Elmar Nascimento | CNN Brasil
Presidente da Câmara Hugo Motta • Créditos: CNN Brasil

A CPI do Crime Organizado realizará sessões importantes nesta semana, começando na terça-feira (18), quando serão ouvidos o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Os convites atendem a requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O objetivo é iniciar as investigações sobre a expansão territorial, econômica e operacional das facções criminosas. Durante a sessão, os senadores também deverão questionar a atuação da PF junto à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro após a megaoperação realizada em outubro nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas.

Na quarta-feira (19), a comissão ouvirá o diretor de Inteligência Penal do Ministério da Justiça, Antônio Glautter de Azevedo Morais, e o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, especialista em investigação do PCC desde os anos 2000.

As informações coletadas subsidiarão o acompanhamento do Projeto de Lei das Facções Criminosas, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), e servirão para avaliar a cooperação entre forças de segurança, como na Operação Carbono Oculto, que investigou lavagem de dinheiro por fintechs e postos de gasolina.

A CPI tem prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, com o objetivo de mapear a atuação, expansão e funcionamento das organizações criminosas e propor aperfeiçoamentos legislativos para seu combate.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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