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Bolsonaro terá dois policiais da PF na porta da sala de cirurgia

Medida vale para todo o período de internação e recuperação do ex-presidente, que passará por cirurgia no dia de Natal

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Jair Bolsonaro
Ex-presidente teve "traumatismo craniano leve" • Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ao menos dois policiais federais permaneçam de forma permanente na porta da sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, em um hospital particular de Brasília.

A determinação vale não apenas para o momento do procedimento cirúrgico, mas também para todo o período de recuperação e internação hospitalar. Segundo a decisão, a segurança deverá ser mantida 24 horas por dia.

“A Polícia Federal deverá garantir, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo, dois policiais federais na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital”, escreveu Moraes.

Nesta terça-feira (23), o ministro autorizou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso, para a unidade hospitalar.

A decisão permite que o ex-presidente deixe a PF na quarta-feira (24) para a realização de exames pré-operatórios. A cirurgia está prevista para quinta-feira (25), dia de Natal.

Segurança discreta

Moraes determinou que o transporte e o esquema de segurança sejam realizados pela Polícia Federal “de maneira discreta”, com entrada e saída do ex-presidente pela garagem do hospital. Além disso, equipes da PF deverão permanecer de prontidão durante toda a internação.

“A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante sua estadia, bem como do hospital”, destacou o ministro.

A decisão também proíbe a entrada, no quarto hospitalar, de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, exceto equipamentos médicos. Caberá à Polícia Federal fiscalizar o cumprimento da medida.

A pedido da defesa, Moraes autorizou ainda que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o ex-presidente durante todo o período de internação.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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