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ALMG vai ouvir envolvidos no 8 de janeiro para “auxiliar” investigação da CPMI

O objetivo da Comissão de Segurança Pública é tomar depoimentos de envolvidos que não forem ouvidos na CPMI do Congresso Nacional

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Ato do 8 de janeiro
Ato do 8 de janeiro • Rádio Itatiaia

A Comissão de Segurança Pública, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, aprovou requerimento para ouvir presos nos atos do dia 8 de janeiro. O objetivo, segundo o deputado estadual Coronel Sandro (PL-MG), autor do requerimento, é tomar depoimentos dos envolvidos que não forem ouvidos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito em Brasília. O relatório com as provas coletadas em Minas será enviado para a CPMI.

Segundo o deputado, a medida vai garantir ampla defesa aos “inocentes que participaram do protesto e não invadiram e nem quebraram prédios”. O foco, de acordo com ele, é “ouvir aquelas pessoas que, eventualmente, não forem convidadas ou convocadas para prestar depoimento na CPMI do 8 de janeiro, que está funcionando no Congresso Nacional. Especialmente, os mineiros que foram no evento e estavam simplesmente se manifestando, não cometeram crimes e que se ainda não tiveram oportunidade de apresentar suas razões, possam fazê-lo aqui na Assembleia, na comissão de Segurança. E tudo o que for produzido aqui vai ser enviado à CPMI, à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal para contribuir com órgãos de justiça, para que justiça seja feita”, disse à coluna.

Se forem coletadas provas contra os que cometeram crimes, segundo o parlamentar, as informações também serão encaminhadas à justiça e à CPMI. A lista de oitivas está sendo organizada. A princípio, serão ouvidos os envolvidos que estão em liberdade. Não há informação sobre se haverá pedido para ouvir manifestantes que permanecem presos na capital federal.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.