Alexandre de Moraes sai, e ministra Cármen Lúcia é eleita presidente do TSE
O TSE é o órgão da Justiça responsável pela fiscalização das campanhas e a realização das eleições, que agora serão conduzidas pela ministra; posse será realizada em junho

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia foi escolhida, nesta terça-feira (7), como a nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação foi simbólica. Por tradição, o vice-presidente do tribunal (função hoje ocupada por Carmém Lúcia) acaba sendo o escolhido para a sucessão do posto mais alto da corte. Agora, a ministra fica no lugar de Alexandre de Moraes, que esteve no cargo por dois anos.
O TSE é o órgão da Justiça responsável pela fiscalização das campanhas e a realização das eleições, que agora serão conduzidas pela ministra. O ministro Nunes Marques será o vice-presidente. A posse dos novos cargos ocorrerá em junho deste ano.
Trajetória de Cármen Lúcia
Antes de assumir a presidência, Cármen Lúcia atuou como vice-presidente do TSE durante a gestão de Alexandre de Moraes. Assim como seu antecessor, ela também defende uma atuação focada no combate às fake news e na regulação das redes sociais para combater a disseminação de discursos de ódio.
A votação
Pela tradição, o Tribunal Superior Eleitoral sempre é presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) mais antigo na casa, por isso a eleição da presidência do TSE foi feita de forma simbólica nesta terça-feira (7).
O outro candidato que, teoricamente, disputaria o cargo com Cármen Lúcia será também o ministro Nunes Marques, segundo membro mais antigo do STF no TSE. Pelo acordo, ele será o vice-presidente da Corte. Após assumir a presidência, a ministra ficará no comando do TSE até agosto de 2026.
Já o ministro Alexandre de Moraes, que teve passagem marcante pela corte, sobretudo por sua atuação nas eleições presidenciais de 2022, vai deixar o TSE. Com a saída de Moraes, o substituto será o ministro André Mendonça.
O TSE é composto por sete ministros titulares. Desse total, três são do Supremo Tribunal Federal, dois são do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são juristas indicados pelo STF.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




