Além da Argentina e Uruguai, Chile e Paraguai pediram ajuda ao Brasil para repatriação em Israel
O Brasil foi o primeiro país a mobilizar o resgate. Segundo o ministro Alexandre Padilha foi a operação mais rápida da história da FAB

Além da Argentina e do Uruguai, Chile e Paraguai também pediram ajuda ao governo brasileiro para repatriar seus cidadãos. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (16). Padilha afirmou que os pedidos de países vizinhos tiveram início na semana passada, mas a prioridade é o cidadão brasileiro. "Alguns países da América do Sul solicitaram se pudesse ter apoio. A nossa concentração absoluta agora, é natural, seja repatriar os brasileiros e brasileiras, posteriormente , certamente, o governo brasileiro pode continuar apoiando de forma cooperativa outros países", afirmou o ministro.
O ministro explicou ainda que as missões de repatriação continuam. No último domingo (15), o Itamaraty comunicou que os voos de Israel para o Brasil estão suspensos até a próxima terça-feira (17) e serão retomados nesta quarta (18). A embaixada em Tel Aviv está contabilizando quantos brasileiros, dos 2.700 inscritos, querem retornar de imediato. Ao todo, 916 já foram repatriados em voos de cinco aeronaves. "Vários aviões já foram vão continuar até que o último brasileiro que tenha vontade de voltar para o Brasil possa ser repatriado. Essa é a prioridade absoluta nossa", afirmou Padilha.
O avião presidencial permanece em Roma, aguardando autorização para ir até o Egito, onde fará o resgate após a liberação dos 30 brasileiros que estão ilhados no sul da Faixa de Gaza. Segundo Padilha, o Brasil foi o primeiro país a iniciar operação de repatriação em Israel após o início do conflito. A ação de resgate em Tel Aviv foi a mais rápida da história da Força Aérea Brasileira.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
