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AGU pode ser comandada por uma mulher caso Messias vire ministro do STF

Dos cinco nomes ventilados para uma possível sucessão, quatro são de mulheres

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Fachada da Advocacia-Geral da União, em Brasília
Fachada da Advocacia-Geral da União, em Brasília • Divulgação / AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) pode ter no comando uma mulher, caso o atual ministro, Jorge Messias, seja aprovado pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação é da CNN Brasil. Segundo a reportagem, a lista de cotados para uma possível sucessão de Messias é encabeçada por mulheres. Sendo que dos cinco cotados, quatro são mulheres.

Os nomes que estão sendo ventilados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são:

  • Anelize Almeida, Procuradora-Geral da Fazenda Nacional.
  • Isadora Cartaxo, Secretária-Geral de Contencioso da AGU.
  • Clarice Calixto, Procuradora-Geral da União
  • Adriana Venturini, Procuradora-Geral Federal
  • Flavio José Roman, Advogado-Geral da União Substituto

No entanto, Lula sinaliza a auxiliares que só vai escolher um sucessor no momento em que a indicação for aprovada pelos congressistas.

Alguns aliados de Lula também defendem que o nome no comando da AGU seja uma mulher para tentar amenizar as críticas que o presidente vem sofrendo ao escolher novamente um homem para o Supremo.

Anelize Almeida e Isadora Cartaxo, especialmente, são avaliadas como quadros de boa interlocução com os ministros.

Entre interlocutores de Messias, contudo, há a percepção de que Flavio José Roman, que vem logo após o AGU na hierarquia da pasta, seria a escolha natural.

A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para a próxima terça-feira (28). Para ser aprovado no colegiado, ele precisa de 13 votos.

Após a sabatina, Messias tem que ser aprovado no plenário do Senado, onde são necessários 41 votos favoráveis. A expectativa é que a votação no plenário ocorra no mesmo dia da sabatina.