AGU defende diretor-geral da PF após ação da campanha de Flávio Bolsonaro
Jorge Messias afirma que Andrei Rodrigues agiu dentro da lei e reforça autonomia da Polícia Federal após pedido de investigação apresentado à Justiça Eleitoral

O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou nesta segunda-feira (12) apoio ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após a campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pedir que a Justiça Eleitoral investigue a atuação do delegado.
Em publicação nas redes sociais, Messias afirmou que Andrei Rodrigues agiu "conforme a lei" ao determinar a abertura de uma apuração preliminar sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
Segundo o ministro, a atuação da Polícia Federal respeitou os procedimentos legais e não deveria ser motivo de questionamento político.
A manifestação ocorre um dia depois de a campanha de Flávio Bolsonaro apresentar uma notícia-crime ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
No pedido, os advogados do candidato questionam a abertura, pela Polícia Federal, de uma investigação preliminar para apurar uma possível tentativa de interferência externa no processo eleitoral brasileiro.
A apuração havia sido instaurada após representação da Advocacia-Geral da União, mas acabou sendo arquivada na última quarta-feira (7), depois de análise da corporação.
AGU destaca autonomia da Polícia Federal
Ao comentar o caso, Jorge Messias afirmou que a independência técnica da Polícia Federal é uma garantia para a sociedade e ressaltou que cabe à instituição analisar denúncias e decidir, com autonomia, se existem elementos suficientes para instaurar ou arquivar investigações.
Segundo o advogado-geral da União, esse procedimento foi exatamente o que ocorreu no episódio envolvendo a suspeita de interferência estrangeira.
Messias também destacou que discussões sobre possíveis influências externas em processos eleitorais são legítimas diante do cenário internacional e da necessidade de proteção das democracias.
Na publicação, o ministro afirmou ainda que a atividade policial deve permanecer protegida de pressões políticas, independentemente da origem.
Para Jorge Messias, preservar a autonomia da Polícia Federal é essencial para garantir a defesa da soberania nacional, da legalidade e da integridade das eleições.
Até o momento, a campanha de Flávio Bolsonaro mantém o pedido de investigação contra o diretor-geral da PF, enquanto o caso aguarda análise da Justiça Eleitoral.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


