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Advogado de Lulinha diz que empresa na Espanha está inativa e chama denúncia de 'diversionista'

Defesa afirma que empresário vai colaborar com qualquer investigação e rebate representação apresentada por Oswaldo Eustáquio e pelo advogado de Carla Zambelli ao Ministério Público espanhol

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Lulinha, filho do presidente Lula • NELSON ALMEIDA / AFP

O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou nesta quarta-feira (26) que o empresário vai colaborar com qualquer investigação e negou irregularidades envolvendo a empresa Synapta SL, sediada em Madri, na Espanha. A declaração foi dada após a apresentação de uma denúncia ao Ministério Público espanhol por Oswaldo Eustáquio e Fábio Pagnozzi, advogado da ex-deputada federal Carla Zambelli, pedindo a apuração das atividades da empresa.

Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, a defesa recebeu a iniciativa com tranquilidade e pretende responder a qualquer questionamento: "Recebemos com serenidade, com tranquilidade. Vamos responder a toda e qualquer investigação com transparência, colocando o Fábio à disposição para esclarecer o que quer que seja, qualquer dúvida que eventualmente possa pairar sobre sua atividade pessoal ou profissional", afirmou.

Sobre a Synapta SL, o advogado disse que a empresa está inativa e que essa informação já foi comunicada às autoridades, podendo ser novamente comprovada, caso seja necessário. Marco Aurélio também classificou a denúncia como uma iniciativa "diversionista e pirotécnica" da oposição.

Segundo ele, a representação tenta desviar o foco do debate eleitoral: "É uma oposição que não tem projeto consistente para apresentar ao país e precisa desse tipo de malabarismo para contaminar a eleição e tirar do foco principal, que é o debate que interessaria ao Brasil e aos brasileiros", declarou.

Pedido de investigação

A representação apresentada ao Ministério Público da Espanha pede que sejam investigados aspectos relacionados à Synapta SL, como:

  • movimentações financeiras da empresa;
  • estrutura econômica;
  • alterações de sede;
  • objeto social da companhia.

Os autores da denúncia sustentam que o Ministério Público espanhol deve verificar se a empresa teria sido utilizada para ocultar, canalizar ou administrar ativos relacionados a fatos investigados no Brasil. O documento também levanta a hipótese de que a empresa tenha sido criada apenas para viabilizar a autorização de residência de Lulinha na Espanha.

Apesar das diligências solicitadas, a petição não atribui diretamente a Lulinha a prática de qualquer crime. A representação foi protocolada pelo advogado espanhol Daniel Lucas Romero, que atuou na defesa de Oswaldo Eustáquio no processo de extradição negado pela Justiça da Espanha, com apoio do escritório que representa Carla Zambelli.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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