'Abin paralela' monitorou Alexandre de Moraes errado, aponta PF
Gerente-geral de uma rede varejista teria sido espionado no lugar do ministro do Supremo Tribunal Federal

O relatório da Polícia Federal sobre a utilização ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a chamada “Abin paralela”, mostra que os integrantes da suposta organização criminosa monitoraram um homônimo – pessoa de mesmo nome – do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, que teve o sigilo derrubado nesta quarta-feira (18) pelo magistrado, a PF aponta que sistemas "ilegítimos" de consulta eram utilizados para a espionagem ilegal, o que resultava em associações erradas, como pesquisa por homônimos.
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A investigação apontou ainda que as pesquisas, feitas várias vezes, teriam partido de Thiago Gomes Quinalia, agente de inteligência da Abin. Segundo a PF, ele fazia parte do chamado “Núcleo-evento portaria 157”, responsável por vincular políticos e magistrados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



