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A estratégia de Marina Silva para o Brasil atingir a meta de desmatamento zero até 2030

Ministra do Meio Ambiente diz que país deve chegar a 2026 com nível proporcional a objetivo traçado para o fim da década

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A ministra do Meio Ambiente, Marina
Brasil tem meta de zerar o desmatamento até 2030 • Tomaz Silva/Agência Brasil

A meta do governo federal de zerar os focos de desmatamento até 2030 terá o ano de 2026 — o último do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — como marco fundamental. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), a ideia é chegar a 2026 com níveis de deflorestamento que deem tranquilidade às autoridades ambientais para a obtenção da meta.

“Nosso objetivo é, no final do governo do presidente Lula, em 2026, termos o equivalente a desmatamento zero em 2030, para que, quem for dar continuidade ao trabalho — e espero em Deus que seja ele — possa chegar a 2030 com desmatamento zero. Se a meta é 2030, em 2026 ainda vão faltar quatro anos. Então, você tem de ter, proporcionalmente, um coeficiente que diga ‘se essa trajetória continuar, vamos chegar a 2030 com desmatamento zero’”, disse, neste sábado (24), em entrevista exclusiva à Itatiaia.

Marina esteve em Belo Horizonte para participar do lançamento da pré-candidatura a prefeita da deputada estadual Ana Paula Siqueira, também filiada à Rede. De acordo com a ministra, houve avanços recentes na política ambiental brasileira.

De acordo com Marina Silva, neste início de ano, a queda no desmatamento em solo nacional é 32% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

“No Cerrado, no ano passado, tivemos uma queda em torno de 20% no desmatamento. Estamos lançando o PPCerrado e vamos fazer uma ação conjunta com todos os governadores. Sei que aqui é um estado com muitas complexidades ambientais. Temos, de um lado, o estado assolado pela seca, como é o caso do Vale do Jequitinhonha; do outro, sendo assolado pelas chuvas. Isso é consequência das mudanças climáticas”, pontuou.

Energia limpa

Também em entrevista à Itatiaia, Marina defendeu a busca por fontes renováveis de energia. Ela defendeu que a Petrobras não atue apenas na exploração de petróleo, passando a incentivar a busca pela ampliação da matriz energética nacional.

“Há um problema que a humanidade identificou há 31 anos: o uso de carvão, petróleo e gás está aquecendo a temperatura da Terra e, se ultrapassarmos 1,5° C, vamos colapsar o planeta. Na COP 28, foi estabelecido que é preciso fazer uma transição para o fim do uso de combustíveis fósseis — e triplicar as energias renováveis na matriz energética global. O presidente Lula, em seu discurso de abertura da COP, foi o primeiro a dizer que teremos de sair da dependência de carvão, petróleo e gás e buscar novas alternativas”, assinalou.

Para a ministra, os países desenvolvidos devem liderar o processo de transição energética. Depois, a tarefa caberá às nações em desenvolvimento e às localidades pobres. De acordo com Marina, países subdesenvolvidos precisarão de apoio dos governos com mais recursos financeiros para diversificar as fontes de energia.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.