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593 trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão; MG lidera o ranking nacional

A Polícia Federal instaurou 482 inquéritos em todo o Brasil para investigar a prática ilegal

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Operações de fiscalização de trabalho escravo mudaram após assassinato de fiscais e motorista do Ministério do Trabalho, em 2004 • Divulgação / Ministério do Trabalho e Emprego

A Operação Resgate IV, realizada neste ano por uma força tarefa federal, resgatou 593 trabalhadores em condições análogas à escravidão, sendo 18 crianças e adolescentes e 13 estrangeiros.

A operação foi realizada de 19 de julho a 28 de agosto, em 15 estados e no Distrito Federal.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29), em uma coletiva de imprensa na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília.

A força tarefa também conta com agentes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de representantes da Defensoria Pública da União (DPU), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Pùblico Federal (MPF).

“O trabalho escravo contemporâneo tem algumas diferenças da escravidão histórica, da época do Império. O que tentamos proteger é a dignidade da pessoa da trabalhadora. O foco não é a liberdade de ir e vir, e sim garantir a dignidade da pessoa humana”, enfatizou Leal, em coletiva de imprensa.

Minas Gerais é o estado com o maior número de inquéritos instaurados e de trabalhadores resgatados. Na operação, foram resgatadas 59 pessoas vítimas do crime de redução de trabalhadores à condição análoga à de escravo - sendo sete mulheres, das quais quatro menores de idade.

A PF instaurou 482 inquéritos policiais em todo o Brasil para investigar esse crime. Minas Gerais lidera com 86 inquéritos, seguido por São Paulo com 66, e Pará com 47.

Manter o trabalhador em condições análogas à escravidão é crime, cuja pena varia de 2 a 4 anos de reclusão, além de multa. 16 pessoas foram presas pela força tarefa federal durante o ano de 2024.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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