Caso das joias: PGR quer evitar decisão sobre Bolsonaro no período eleitoral
Preocupação é que eventual denúncia interfira em campanhas polarizadas entre aliados de Bolsonaro e Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem dito a pessoas próximas que não pretende oferecer eventual denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso das joias sauditas durante o período eleitoral. A propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto e o segundo turno das eleições acontece em 27 de outubro.
A Polícia Federal concluiu nessa quinta-feira (4) que Bolsonaro cometeu os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa ao atuar para desviar joias dadas de presente pela Arábia Saudita enquanto era presidente.
O regimento interno do STF prevê que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem 15 dias para oferecer denúncia, pedir arquivamento ou solicitar novas diligências após receber o relatório conclusivo da PF.
Como em julho o Judiciário está em recesso, este prazo deve começar a contar a partir de agosto, quando as atividades serão retomadas.
(Com informações de Teo Cury - CNN)
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