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Uber Pet: 3 fatos que tutores devem saber antes de levar cães e gatos

Modalidade amplia o acesso ao transporte para tutores e seus pets, mas não elimina a responsabilidade do tutor

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O uso da caixa de transporte adequada e acostumar o gato a ela de maneira positiva ajuda a reduzir o estresse, evitando que a ida ao veterinário seja uma experiência traumática
Embora o serviço facilite o deslocamento, a responsabilidade pelo animal continua sendo do tutor • Freepik

Levar animais de estimação em carros de aplicativo deixou de ser um problema para muitos tutores. A modalidade Uber Pet, disponível em diversas cidades brasileiras, chegou em Belo Horizonte (MG) em 2024, e foi criada justamente para atender quem precisa se deslocar com cães e gatos.

No entanto, o serviço tem regras específicas e exige cuidados para garantir a segurança de todos.

A função aparece dentro do próprio aplicativo como uma categoria de viagem, e permite que motoristas optem por aceitar corridas com pets. Nem todos os condutores participam da modalidade.

Diferente das viagens comuns, o transporte com animais deve ser solicitado diretamente na opção “Pet” dentro do app.

Segundo a própria Uber Technologies, o recurso foi criado para “conectar usuários que desejam viajar com seus animais a motoristas parceiros que aceitam esse tipo de viagem”, conforme informações oficiais da plataforma.

Isso evita recusas e garante que o motorista já esteja ciente da presença do animal antes de aceitar a corrida.

A Itatiaia listou três fatos sobre o serviço para que o tutor se prepare antes de optar pelo serviço. Confira:

1. Serviço pode ter custo adicional e disponibilidade limitada

As corridas com pets costumam ter um valor ligeiramente mais alto em relação às viagens padrão. Isso ocorre porque a modalidade considera possíveis custos extras de limpeza e o tempo adicional de embarque e desembarque.

Além disso, a disponibilidade varia de cidade para cidade e depende da adesão dos motoristas. Em horários de pico ou regiões específicas, pode ser mais difícil encontrar veículos na categoria.

2. Regras incluem transporte seguro e responsabilidade do tutor

Embora o serviço facilite o deslocamento, a responsabilidade pelo animal continua sendo do tutor.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) orienta que o transporte de pets deve garantir segurança e bem-estar. Isso significa evitar que o animal fique solto no veículo, o que pode causar acidentes.

Em materiais educativos, o órgão destaca que o transporte inadequado “coloca em risco a vida do animal e dos ocupantes do veículo”, e reforça a necessidade de caixas de transporte, cintos de segurança específicos ou contenção adequada.

3. Nem todos os animais são permitidos e é preciso bom senso

A modalidade é voltada principalmente para cães e gatos domésticos. Animais de grande porte, agressivos ou sem controle podem ser recusados pelo motorista, mesmo dentro da categoria.

A própria Uber recomenda que o tutor utilize itens como mantas ou caixas para proteger o banco do carro e garantir uma viagem mais confortável para todos.

Também é importante evitar viagens com animais doentes sem orientação veterinária, principalmente em casos que possam representar risco sanitário.

Como usar o Uber Pet na prática

Para solicitar uma corrida com animal, o processo é simples:

  • Abrir o aplicativo e inserir destino
  • Selecionar a opção “Uber Pet”
  • Confirmar a corrida com um motorista disponível
  • Garantir que o animal esteja seguro para o transporte.
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.