Por que os gatos amassam cobertores? O hábito fofo tem explicações surpreendentes
O movimento de pressionar as patas contra mantas, almofadas e até o colo dos tutores é comum entre gatos e costuma despertar curiosidade. Entenda o que pode estar por trás desse comportamento felino e quando mudanças de hábito merecem atenção

Quem tem um gato em casa provavelmente já viu o animal pressionar alternadamente as patas dianteiras contra um cobertor, uma almofada ou as pernas do tutor. O movimento, conhecido popularmente como fazer ou amassar pãozinho, é um dos comportamentos felinos mais reconhecidos e adorados.
Apesar da aparência engraçada, o hábito tem possíveis explicações comportamentais, conforme pesquisas realizadas pelo 'Feline Health Center', da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Cornell.
Uma delas está relacionada à fase de filhote, quando os gatos pressionam a região mamária da mãe durante a amamentação. O movimento pode permanecer na vida adulta e aparecer em momentos de tranquilidade.
Quando o gato repete esse comportamento sobre uma manta macia ou no colo de alguém, pode estar demonstrando que se sente confortável naquele ambiente. Ainda assim, o movimento, isoladamente, não permite determinar exatamente o que o animal está sentindo.
Por que alguns gatos ronronam enquanto fazem pãozinho?
Em muitos casos, o gato combina o movimento das patas com ronronados, olhos semicerrados e uma postura relaxada. Essa combinação pode indicar um momento de descanso e bem-estar.
Também é comum que alguns animais escolham sempre o mesmo cobertor ou procurem o colo de uma pessoa específica para repetir o ritual. As preferências individuais e as experiências de cada gato ajudam a explicar essas diferenças.
O comportamento não deve ser interpretado automaticamente como um pedido de comida ou uma tentativa de chamar a atenção. O contexto em que aparece é importante para entender o que pode estar acontecendo.
É preciso impedir que o gato faça isso?
Na maioria das situações, não. Amassar tecidos costuma ser um comportamento normal e não exige intervenção quando o animal está confortável e não corre riscos.
O cuidado principal é com as unhas, que podem arranhar a pele durante o movimento. Uma manta mais grossa pode tornar o momento mais confortável para o tutor e para o gato.
Também vale observar se o animal começa a mastigar ou engolir pedaços de tecido. A ingestão de materiais pode representar um risco à saúde e merece avaliação veterinária.
Mudanças repentinas no comportamento, sinais de dor ou agitação persistente também não devem ser ignorados.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



