Hospitais de Salvador permitirão que tutores recebam visita de pets
Medida já está em vigor; pets devem estar saudáveis para receber autorização do hospital

Um projeto que autoriza a entrada de animais de estimação em hospitais públicos e privados de Salvador acaba de se tornar lei na capital baiana. Com autoria da vereadora Marcelle Moraes (União Brasil) e tornado lei pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), a medida publicada na edição do Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira (26).
Para acompanhar o tutor nas unidades de saúde, o pet deve cumprir alguns requisitos, como:
- ter as vacinas em dia, com comprovação do cartão de vacinação atualizado, nos últimos seis meses, higienizado e com laudo veterinário atestando a sua boa condição de saúde;
- cães e gatos deverão estar em guias presas por coleiras e, se necessário, com focinheira;
- ter autorização da comissão de infectologia do respectivo hospital;
- ter autorização do médico responsável pelo paciente.
As visitas devem ser agendadas previamente na administração do hospital, conforme a solicitação do médico e critérios estabelecidos pela instituição hospitalar.
Com a sanção e publicação no DOM, a lei já está em vigor.
Impactos na recuperação do tutor
Na justificativa do projeto, Marcelle Moraes argumentou que a medida traz incontáveis benefícios tanto para o animal quanto para o tutor.
“Nesse viés, o vínculo emocional estabelecido é capaz de proporcionar bem estar e felicidade ao ser humano, viabilizando a melhoria do seu quadro de saúde ou, no mínimo, tornando mais suportável o tratamento médico enquanto está internado no hospital”, disse.
Estudos apontam que a convivência com pets ajuda a reduzir estresse, ansiedade e sensação de isolamento, fatores que interferem no bem-estar durante doenças físicas e mentais.
De acordo com a American Heart Association, a presença de animais está associada à melhora de indicadores como pressão arterial e níveis de estresse. Em comunicado científico, a entidade afirma que “ter um animal de estimação pode estar associado a uma redução do risco cardiovascular e a uma maior sobrevivência entre pacientes”, principalmente quando há vínculo afetivo consolidado.
Esse apoio emocional também é reconhecido em contextos clínicos e terapêuticos. Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, a interação com animais pode contribuir para o enfrentamento de tratamentos prolongados, como os oncológicos.
Em conteúdo institucional, o hospital destaca que “o contato com animais pode promover conforto emocional, reduzir a ansiedade e até melhorar a adesão ao tratamento”, ao criar uma rotina de afeto e responsabilidade que ajuda o paciente a manter o foco na recuperação.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



