Escovar o gato com frequência pode evitar bolas de pelo e doenças
Escovar os gatos ajuda a reduzir as bolas de pelo, protege o sistema digestivo e ainda facilita a identificação de pulgas, feridas, vermelhidão, falhas na pelagem e outras alterações que podem indicar problemas de saúde

Os gatos passam boa parte do dia cuidando da própria higiene. Durante esse processo, a língua do animal funciona como uma espécie de pente e acaba levando pelos soltos para dentro do sistema digestivo. Por isso, a escovação feita pelo tutor pode ter um papel importante na saúde dos felinos.
Segundo a veterinária Michelli Moura, consultada pelo Metrópoles, o hábito ajuda a retirar os pelos antes que sejam ingeridos. "A escovação remove os pelos soltos antes que o gato os ingira, diminuindo a quantidade que chega ao trato gastrointestinal e ajudando a reduzir a formação de bolas de pelo."
A maior parte dos fios que o gato engole naturalmente percorre o sistema digestivo e é eliminada pelas fezes. O problema aparece quando existe um acúmulo no estômago, favorecendo a formação das chamadas bolas de pelo, que podem provocar vômitos e outras complicações gastrointestinais.
Quantas vezes o gato deve ser escovado?
A frequência da escovação depende principalmente do tipo de pelagem. Gatos de pelo curto geralmente precisam ser escovados de uma a duas vezes por semana. Já os animais de pelo longo podem necessitar de escovação diária, especialmente nos períodos de troca de pelos.
Para os gatos que não estão acostumados com o procedimento, a recomendação é fazer uma adaptação gradual. A escova pode ser apresentada ao animal aos poucos e associada a experiências positivas, como a oferta de petiscos. Com o tempo, o período da escovação pode ser aumentado.
Além de ajudar no controle dos pelos ingeridos, esse momento também pode se transformar em uma oportunidade para observar melhor o corpo do animal.
Escovação também ajuda a identificar problemas de saúde
Durante a escovação, o tutor consegue examinar áreas que podem passar despercebidas no dia a dia. Entre as alterações que podem ser identificadas estão pulgas, carrapatos, descamação, feridas, crostas, vermelhidão, nódulos, falhas de pelo e regiões que apresentam lambedura excessiva.
Por isso, o cuidado com a pelagem não deve ser visto apenas como uma questão estética. A observação frequente pode ajudar a perceber mudanças na saúde do pet antes que elas se tornem mais evidentes.
Quando as bolas de pelo exigem atenção veterinária?
Embora a eliminação de pelos faça parte da rotina dos gatos, episódios frequentes não devem ser ignorados. A avaliação veterinária é especialmente importante quando o animal apresenta vômitos persistentes ou outros sinais associados.
Entre os sintomas que merecem atenção estão falta de apetite, perda de peso, apatia, dor e constipação.
Outro ponto importante é que a tosse pode ser confundida pelo tutor com uma tentativa de eliminar pelos. Segundo a especialista citada na reportagem, porém, esse sintoma também pode estar relacionado a uma doença respiratória.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



