Dor crônica em gatos costuma ser subdiagnosticada; saiba como identificar
Alterações discretas podem indicar sofrimento prolongado do pet

Gatos são especialistas em esconder dor, em razão de um traço evolutivo que dificulta a identificação precoce de problemas de saúde. Diferentemente dos cães, eles raramente vocalizam ou demonstram sofrimento de forma evidente. Por isso, mudanças pequenas na rotina podem ser sinais importantes.
A dor crônica em gatos é frequentemente subdiagnosticada. Condições como osteoartrite, doenças dentárias e problemas renais podem evoluir silenciosamente e afetar a qualidade de vida.
A redução de atividades naturais, como pular, brincar ou se limpar, é um dos primeiros sinais. A estrangeira Associação Americana de Profissionais Felinos (AAFP) reforça que os tutores devem observar padrões, não episódios isolados.
“Alterações sutis na mobilidade, higiene ou interação podem indicar dor”, explica a entidade em diretrizes clínicas. A entidade também recomenda registrar mudanças ao longo do tempo para facilitar a avaliação veterinária quando ela ocorrer.
Com o diagnóstico precoce, o pet ganha permite manejo adequado, com analgesia, ajustes ambientais e enriquecimento. Em muitos casos, o tratamento não elimina a condição, mas reduz bastante o desconforto.
A Itatiaia resumiu sinais que podem indicar dor crônica em gatos. Confira:
- Evitar subir em móveis ou locais altos
- Redução na higiene (pelagem mais opaca ou embaraçada)
- Alterações no apetite ou no uso da caixa de areia
- Isolamento ou irritabilidade incomum
- Postura encurvada ou rigidez ao se movimentar.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



