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Banhos em pets em dias de chuva exigem cuidados para evitar dermatites e resfriados

O foco dos tutores deve estar na qualidade do banho e na secagem adequada, não apenas na frequência

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Quase 5 milhões de pets estão em situação de vulnerabilidade no Brasil | CNN Brasil
Com atenção ao clima, produtos apropriados e secagem cuidadosa é possível preservar a higiene do animal sem aumentar o risco de dermatites. • Créditos: CNN Brasil

Ainda são dias de chuva em Belo Horizonte (MG) e região metropolitana. Nesse período, pode ser complicado manter a higiene de cães e gatos, principalmente dos que vivem em casas, embora os pets de apartamento também mereçam atenção. A umidade constante, somada à dificuldade de secagem completa do pelo, aumenta o risco de dermatites, proliferação de fungos e desconfortos respiratórios, segundo alertam especialistas em saúde animal.

A higiene dos pets deve sempre preservar o bem-estar e garantir condições que promovam “conforto físico e mental e a prevenção de doenças”, como orienta o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Na prática, isso significa adaptar a rotina de banhos às condições climáticas para evitar que o animal fique úmido por longos períodos.

E durante épocas chuvosas, a pele e a pelagem permanecem mais suscetíveis à umidade residual. Ambientes úmidos são ótimos para estimular a proliferação de fungos e bactérias na pele e desencadear dermatites, principalmente em animais muito peludos.

Frequência e secagem fazem toda a diferença

A frequência ideal de banhos varia conforme raça, estilo de vida e orientação veterinária. Mas em materiais sobre dermatologia veterinária, como o artigo Riscos Dermatológico em Cães Devido ao Estresse e Particularidades Relativas ao Banho, publicado na Revista Multidisciplinar de Saúde, especialistas concordam que o erro mais comum no período chuvoso é a secagem incompleta.

  • usar água morna e ambiente protegido de correntes de ar;
  • secar completamente com toalha e secador em temperatura adequada;
  • evitar banhos em dias muito frios ou úmidos, quando possível;
  • escovar a pelagem antes e depois do banho, reduzindo nós e retenção de umidade;
  • observar sinais de coceira, vermelhidão ou mau cheiro, que podem indicar dermatite.

Pets mais vulneráveis, como filhotes, idosos e animais com doenças de pele, exigem cuidado redobrado. Nesses casos, o intervalo entre banhos pode precisar de ajuste individual.

O CRMV-SP orienta que qualquer sinal persistente de coceira, feridas ou odor na pele deve motivar avaliação veterinária, já que dermatites podem evoluir rapidamente quando associadas à umidade.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

 

 

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