Pesquisadores da UFOP desenvolvem película comestível que conserva alimentos
Filme feito com extrato de abricó aumenta vida útil de alimentos minimamente processados

Pesquisadores da Escola de Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), sob a liderança da professora Luciana Rodrigues da Cunha, desenvolveram uma película comestível a partir do extrato de abricó que prolonga o período de conservação de alimentos minimamente processados. Essa descoberta atende à crescente demanda por alimentos higienizados, cortados e embalados, destinados ao consumo em sua forma mais natural.
A película surge como uma solução para a redução da vida útil de alimentos quando cortados, devido ao rompimento dos tecidos, à exposição ao ar e à liberação de enzimas e substratos. Tais fatores desencadeiam reações químicas, como o escurecimento enzimático, acelerando o processo de deterioração. No estudo realizado com maçãs e mandioquinhas, os resultados demonstraram que os alimentos revestidos pela película mantiveram sua qualidade por até 15 dias, um período cinco vezes superior ao convencional, que é de apenas três dias.
A extensão do prazo de conservação se deve à presença de compostos fenólicos originados da polpa do abricó, uma fruta comum nas regiões costeiras do Brasil. Esses compostos possuem propriedades antioxidantes e antimicrobianas, além de oferecerem benefícios à saúde, contribuindo na prevenção de doenças crônicas.
A pesquisa identificou a eficiência da película como uma etapa inicial. O próximo passo envolve a análise sensorial para determinar se o filme causa alterações no sabor dos alimentos.
Matheus Renovato, natural de Belo Horizonte, é repórter multimídia da Itatiaia Ouro Preto, onde está desde 2023. Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, possui experiência prévia na Rádio UFOP. Seu interesse profissional concentra-se especialmente nas áreas de jornalismo político, cultural e esportivo.



