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PCMG conclui investigação sobre acidente em parque de diversões de Itabirito

Polícia Civil indicia dono do parque, operador e responsável técnico por homicídio doloso após concluir que falhas estruturais no brinquedo poderiam ter sido evitadas

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Divulgação PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre o acidente ocorrido em um parque de diversões em Itabirito, na Região Central do estado, que resultou na morte de uma pessoa e deixou outras três vítimas feridas no dia 11 de abril deste ano. O inquérito aponta que o caso não foi uma fatalidade, mas consequência de falhas estruturais no equipamento.

De acordo com a PCMG, três pessoas foram indiciadas: o proprietário do parque, o operador do brinquedo que apresentou defeito e o responsável técnico pelo empreendimento. Eles vão responder por homicídio doloso qualificado consumado, referente à vítima fatal, além de três tentativas de homicídio doloso qualificado contra os demais ocupantes do brinquedo, na modalidade de dolo eventual e em concurso formal.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Itabirito, laudos periciais, interrogatórios, análises documentais e outras provas técnicas demonstraram que o equipamento apresentava uma falha estrutural progressiva, considerada detectável tecnicamente e incompatível com condições seguras de funcionamento.

O delegado Marcelo Teotônio de Castro afirmou que “o caso não se tratou de mera fatalidade ou acidente imprevisível, mas de situação estruturalmente perigosa que poderia e deveria ter sido evitada por aqueles que possuíam o dever legal, operacional e técnico de impedir o resultado”.

Durante a apuração, a Polícia Civil também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o engenheiro responsável pelo parque, com apoio do 14º Departamento de Polícia Civil e da Delegacia Regional em Curvelo. Foram apreendidos celular, computadores e documentos considerados relevantes para o esclarecimento do caso.

Ainda conforme a PCMG, o investigado passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, medida determinada pela Justiça junto a outras restrições cautelares.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.

 

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Bruna Truocchio é repórter da Rádio Itatiaia Ouro Preto e apresentadora do jornal local. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, tem pós-graduações em Filosofia e Marketing Digital.