Ouro Preto participa de debates em Londres sobre reparação pelo rompimento de Fundão
Ouro Preto busca reparação dos danos e inclusão no processo histórico de ação civil pública

Representantes de diversos municípios atingidos direta e indiretamente pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, se reuniram esta semana na capital da Inglaterra em busca da reparação dos danos sofridos pelo impacto do rompimento da barragem da mineradora Samarco.
Dentre as cidades presentes, está o município de Ouro Preto, representado pelo Chefe de Gabinete da Prefeitura, Zaqueu Astoni, que falou com a Itatiaia o andamento dos debates.
“Foram apresentados à Corte diversos precedentes jurídicos. O processo agora passará pela fase de apuração e quantificação do dano que é pleiteado pelos requerentes. Os requerentes incluem todas as cidades e diversas pessoas físicas que foram prejudicadas pela tragédia ocorrida em Mariana. E essa quantificação é fundamental para delimitar o tamanho e a extensão do dano”, explicou Astoni.
No dia 5 de novembro o rompimento da barragem de Fundão, completa 08 anos. Até o momento, Ouro Preto não é reconhecido como município atingido, não fazendo parte das medidas de reparação. Zaqueu Astoni explica qual o impacto da lentidão da inclusão da cidade como atingida.
“Eu gosto muito de colocar que uma justiça tardia é uma injustiça qualificada, porque a cidade de Ouro Preto precisa dessa reparação. Nós não podemos mais ficar à margem desse processo”, afirmou o Chefe de Gabinete.
O escritório londrino custeou as despesas dos representantes para que pudessem acompanhar de perto o processo em andamento, e de acordo com o Chefe de Gabinete de Ouro Preto, já foi apresentado um cronograma de ação.
“Foi definido um cronograma para o julgamento e o cronograma prevê que a decisão final do caso se dará no segundo semestre de 2024, o que é muito importante, porque a gente consegue ter um norte relativo à decisão”, finalizou Astoni.
O processo que corre em Londres é considerado uma das maiores ações civis públicas da História. O escritório responsável pela causa, pleiteia indenização de cerca de 36 bilhões de libras, o que representa cerca de R$230 bilhões.
Isabela Vilela é repórter multimídia na Itatiaia Ouro Preto desde 2022. Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é mestranda em Comunicação pela mesma instituição, pesquisando sobre a produção jornalística em plataformas digitais. Antes, passou pela Agência Primaz de Comunicação e atuou como Copywriter e Produtora de Conteúdo em organizações sociais de Minas Gerais e São Paulo.



