Menina ouropretana com doença rara depende de decisão judicial para seguir com tratamento
Família pede ajuda para manter terapias; Saiba como doar

Manuelle Vitória, natural do distrito de Santo Antônio do Salto, de cinco anos tem uma síndrome genética rara chamada Wolf-HiCHORN (Wolf-Hirschhorn). A Síndrome provoca atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, baixa visão, crises convulsivas, hipotonia e dificuldade de alimentação.
Ela depende de terapias intensivas para continuar evoluindo.
O tratamento inclui fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, equoterapia e estimulação visual, com custo mensal de R$ 8 mil reais.
Por decisão liminar, os atendimentos estavam sendo custeados pelo Estado e pelo município. A Prefeitura recorreu, e a Justiça aguarda a análise de documentos para decidir se mantém ou revoga o apoio.
Sem a continuidade das terapias, a família teme a perda dos avanços conquistados.
A mãe de Manuelle Vitória falou a Itatiaia Ouro Preto sobre a situação da filha:
"A Manu tem uma síndrome rara conhecida como 4P-, que é uma alteração no cromossomo 4. Essa síndrome acarreta atrasos no desenvolvimento, no psicomotor, na fala e de forma global. Ela também apresenta crises de difícil controle, baixa visão, hipotonia generalizada — o corpinho é mais molinho, mais hipotônico.
Atualmente, a Manu faz terapias intensivas em Belo Horizonte. Essas terapias são custeadas pelo Estado e pelo município. O problema é que o município recorreu da decisão judicial. O julgamento já aconteceu, o Estado prestou esclarecimentos, o município também, e os médicos da Manu entregaram os laudos. Agora, o juiz precisa avaliar toda a documentação para dar o parecer final.
Enquanto isso, por ser uma síndrome rara e grave, a Manu não pode parar o tratamento. Hoje, ela já consegue sustentar o pescoço com 90% de controle de tronco. Consegue passar da posição deitada para sentada, alcançar objetos — o que é um grande avanço, especialmente por ela ter baixa visão, o que torna tudo mais difícil," disse.
O processo de reabilitação já está concluso e aguarda decisão judicial desde o dia 19 de março.
"Se o tratamento for interrompido, a Manu pode perder tudo o que já foi conquistado com tanto esforço. Toda semana a gente vai para Belo Horizonte — saímos na segunda e voltamos na quarta. Eu fico com ela na casa de apoio em Belo Horizonte. Conseguimos transporte gratuito pelo município, o que tem ajudado muito.
Estamos na luta para que a Manu consiga voltar com as terapias. Aguardamos que o juiz dê uma sentença favorável o quanto antes. Mas, enquanto isso, precisamos da ajuda da população para que a Manu não interrompa o tratamento e não perca os avanços que teve até agora.
Além da baixa visão e das crises — que hoje estão controladas —, ela faz uso de sonda para se alimentar, por causa de uma disfagia grave. A alimentação dela é 100% via sonda," alegou ainda.
Para manter os atendimentos enquanto espera, a família organiza uma campanha de arrecadação. Doações podem ser feitas via Pix pelo CPF 116.417.176-37, em nome de Jheine Aparecida Moutinho.
Antônia Veloso tem 25 anos, é ouro-pretana e estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto. Se interessa por diversas temáticas, como jornalismo cultural, jornalismo político e jornalismo econômico.



