Lei destina R$ 380 mil para combate a queimadas em Mariana durante estiagem
Corpo de Bombeiros Voluntários e Instituto Habitat receberão recursos para iniciar medidas de prevenção e combate ainda em julho

Durante o período de estiagem, Mariana enfrenta aumento no risco de queimadas, que causam impactos no meio ambiente, nas nascentes, na saúde pública e no abastecimento de água. Em resposta a essa situação, uma nova lei prevê repasse financeiro de R$ 180 mil ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Mariana e de R$ 180 mil ao Instituto Habitat.
No ano passado, as queimadas provocaram danos significativos, gerando prejuízos ambientais e afetando a população local. Para este ano, o município organiza ações preventivas e de combate com o objetivo de minimizar esses efeitos.
As operações são realizadas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários e pelo Instituto Habitat, com supervisão da Secretaria de Meio Ambiente, que coordena as medidas para proteger a cidade e os moradores.
O prefeito de Mariana, Juliano Duarte fala mais sobre o tema:
"Estamos assinando uma importante lei que vai permitir à prefeitura um repasse financeiro para o período das secas, da estiagem. No ano de 2024, Mariana sofreu muito com as queimadas, que prejudicaram a saúde pública da população com doenças respiratórias, impactaram diretamente o meio ambiente, nossas nascentes e também o sistema de abastecimento de água. Neste ano, estamos nos prevenindo. Já temos um contrato assinado, o pagamento será feito ainda este mês e, durante a estiagem, vamos contar com esse importante apoio para combater as queimadas na nossa região."
Joyce Campolina, assessora do Instituto Habitat também comentou sobre a iniciativa
"A iniciativa surgiu de diálogos com o prefeito Juliano Duarte sobre questões ambientais e de saúde pública. O projeto visa monitorar e combater focos de incêndio que, no último ano, causaram danos à fauna, flora, recursos hídricos e à saúde da população. As ações de campo devem começar ainda em julho, com foco na identificação precoce e resposta rápida. O plano foi desenvolvido com base em critérios técnicos e ambientais. A extensão do território é um desafio, mas a equipe está confiante. A expectativa é reduzir os impactos das queimadas com ações antecipadas."
Antônia Veloso tem 25 anos, é ouro-pretana e estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto. Se interessa por diversas temáticas, como jornalismo cultural, jornalismo político e jornalismo econômico.
