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Falta de infraestrutura dificulta implantação do futuro curso de Cinema da UFOP

Previsão é que as vagas sejam destinadas à universidade em 2027, mas abertura do bacharelado ainda depende da tramitação interna, de servidores técnicos e de recursos para a infraestrutura

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Reprodução | Adufop

O Ministério da Educação (MEC) sinalizou a liberação de nove vagas para professores do futuro curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A previsão é que as vagas sejam destinadas à instituição em 2027.

A informação foi apresentada pelo reitor Luciano Campos durante uma roda de conversa realizada na primeira Mostra Cinemas Entre Fronteiras. Segundo ele, a universidade possui um documento oficial do Ministério que indica o envio das vagas.

“Oficialmente, o MEC, em 2027, vai nos liberar nove vagas para o curso de Cinema. [...] O que nós temos até agora é um documento do MEC. Tudo pode mudar, inclusive a eleição [...], mas, a princípio, é um documento oficial do Ministério nos garantindo que, em 2027, a gente receberia nove vagas para o curso”, afirmou.

A sinalização representa uma etapa do processo, mas não confirma a abertura da graduação. A UFOP ainda precisa concluir a tramitação do projeto, garantir servidores técnico-administrativos e conseguir recursos para oferecer as condições mínimas de funcionamento.

“Isso não significa que nós vamos abrir um curso de Cinema, porque eu, particularmente, me nego a abrir o curso para agregar os problemas que hoje o Ifac tem”, declarou Luciano.

Nove vagas são consideradas um começo

O professor Adriano Medeiros da Rocha, integrante da comissão responsável pela proposta, explicou que as nove vagas representam um início, mas ainda não correspondem ao quadro docente calculado no planejamento.

De acordo com os estudos realizados pela comissão, seriam necessários 13 professores caso o curso tenha uma entrada anual de 25 estudantes. Se forem realizadas duas entradas por ano, a estimativa aumenta para 23 docentes.

A definição da quantidade de turmas e de vagas para estudantes ainda dependerá das etapas de análise e aprovação. Por enquanto, a comissão considera que os nove professores permitem avançar na discussão sobre a implantação.

Projeto ainda passará por diferentes setores

O projeto pedagógico do bacharelado já foi elaborado e passou por uma primeira análise técnica da Pró-Reitoria de Graduação. O parecer indicou a necessidade de ajustes para adequar o documento às normas e às diretrizes nacionais, sem propor mudanças consideradas drásticas.

Depois das correções, o projeto deverá retornar à Pró-Reitoria de Graduação e seguir para a Pró-Reitoria de Extensão, responsável por analisar a participação das atividades extensionistas na matriz curricular.

Na sequência, a proposta ainda precisará passar pelo Conselho de Graduação. Também será necessária uma avaliação das demandas de pessoal, infraestrutura e recursos financeiros. A última etapa será a votação pelo Conselho Universitário da UFOP.

A universidade ainda não informou uma data para a conclusão dessa tramitação ou para o possível início das aulas.

Ifac precisa ratificar interesse

A gestão da UFOP defende que o curso funcione no Instituto de Filosofia, Artes e Cultura (Ifac), no campus Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto. O instituto, porém, ainda deverá discutir e ratificar internamente o interesse em abrigar a graduação.

A escolha considera a proximidade com os cursos de Artes Cênicas, Filosofia e Música, além de estruturas relacionadas à produção audiovisual, como a TV UFOP e o Cine Vila Rica.

O reitor também relacionou a chegada do bacharelado à possibilidade de conseguir investimentos para melhorar a estrutura do próprio instituto. Segundo ele, a UFOP pretende procurar recursos junto ao poder público, a empresas e a parlamentares.

Luciano esclareceu que a universidade não pretende esperar por uma estrutura ideal, mas considera necessário garantir condições mínimas antes da abertura.

“Nós temos que ter pelo menos as condições mínimas. Depois, tudo é conquista na vida. A gente vai batalhando para conquistar e aprimorar. Mas, sem condições mínimas, eu acho que não é justo com todo mundo que estiver envolvido”, afirmou.

Servidores técnicos também são necessários

Além dos professores, a implantação depende da disponibilidade de técnicos administrativos para laboratórios, equipamentos e atividades acadêmicas. O reitor afirmou que a universidade não deve ampliar o número de cursos sem uma perspectiva de reforço desse quadro.

“Só professor não cria curso. A gente também não pode crescer sem alguma perspectiva de técnico-administrativo”, destacou.

A UFOP aguarda a publicação de uma portaria relacionada à distribuição de servidores técnicos. Até que as diferentes condições sejam atendidas e a proposta seja aprovada, o bacharelado permanece em fase de implantação, sem data confirmada para começar.

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Mychelle atua como Estagiária de Jornalismo na Rádio Itatiaia Ouro Preto. Paulistana e aluna da Universidade Federal de Ouro Preto, já atuou em portais como Rádio Plural, Perifacon, Estante Diagonal e possui técnico em Publicidade e Propaganda.

 

 

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