Especialista alerta sobre riscos de misturas de produtos de limpeza
Dados mostram aumento de internações por intoxicações acidentais em crianças e adultos; Vigilâncias Sanitárias reforçam fiscalização de produtos químicos domésticos.

A combinação de produtos de limpeza e higienização de ambientes é uma prática comum em muitos lares. No entanto, frequentemente esses produtos são misturados sem considerar as orientações adequadas sobre quantidades e proporções, e receitas caseiras são aplicadas sem supervisão.
A combinação inadequada de produtos pode levar a reações alérgicas ou intoxicações. Crianças são particularmente suscetíveis a intoxicações acidentais com produtos químicos domésticos.
De acordo com o Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS), entre janeiro de 2023 e maio de 2024, 36 crianças com idades entre 1 e 4 anos foram internadas devido a intoxicações acidentais com produtos químicos. No mesmo período, foram registradas 40 internações de adultos com idades entre 20 e 69 anos.
Para reduzir esses incidentes, a Vigilância Sanitária (Visa) estadual é responsável pela inspeção de fabricantes, enquanto as Vigilâncias Sanitárias municipais fiscalizam distribuidores e comércio varejista. A fiscalização abrange a formulação, embalagem, rotulagem, armazenamento e transporte dos produtos.
A coordenadora de Cosméticos e Saneantes, Renata Stehling, comentou sobre a questão.
"O risco é significativo tanto na compra de produtos com eficácia duvidosa quanto naqueles que podem apresentar perigos devido à falta de conhecimento sobre sua manipulação. É crucial tomar cuidados com o armazenamento desses produtos para evitar acesso de crianças e animais e evitar misturá-los com outros produtos, pois os resultados podem ser imprevisíveis e incluir queimaduras ou intoxicações. A Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais fiscaliza fabricantes, distribuidores e o comércio varejista, enquanto a fiscalização dos distribuidores e do varejo é realizada principalmente pelas vigilâncias municipais. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do Estado pelo telefone 162 ou no site da Anvisa. Efeitos adversos, como intoxicações ou queimaduras, também podem ser reportados no site da Anvisa.". Afirmou a especialista.
Felipe Hanson, natural de São José dos Campos e se aventurando como estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto, no momento, Estagiário na Itatiaia Ouro Preto.



