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Calor exige cuidados para proteger a saúde dos animais de estimação

Hidratação, mudanças nos horários dos passeios e atenção aos sinais de superaquecimento ajudam a proteger cães e gatos durante períodos de temperaturas elevadas

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Com o aumento das temperaturas, principalmente no segundo semestre de 2026, algumas mudanças são exigidas na rotina dos animais de estimação. A exposição ao calor pode provocar desidratação, queimaduras nas patas e hipertermia, condição caracterizada pelo aumento perigoso da temperatura corporal.

Para reduzir os riscos, a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA) recomenda que os tutores mantenham água fresca disponível e garantam acesso a locais sombreados e ventilados.

Os passeios devem ocorrer nos períodos mais frescos do dia, como no início da manhã ou à noite, considerando também a temperatura do chão. O asfalto, o concreto e outras superfícies expostas ao sol podem provocar queimaduras nas patas. Para avaliar o risco, o tutor pode encostar o dorso da mão no piso por alguns segundos. Se estiver quente demais para manter o contato, o passeio deve ser adiado ou realizado em outro local.

Alguns animais precisam de atenção redobrada. Cães de focinho curto, como pugs e bulldogs, têm maior dificuldade para dissipar o calor. Filhotes, animais idosos, com excesso de peso ou doenças cardíacas e respiratórias também estão entre os grupos mais vulneráveis. Para esses animais, a recomendação é reduzir a duração e a intensidade dos passeios, evitar atividades físicas nos períodos mais quentes e garantir acesso a ambientes frescos e protegidos do sol.

A hipertermia ocorre quando o organismo não consegue dissipar o calor adequadamente. Os sinais geralmente são: ofegância intensa, salivação excessiva, dificuldade para respirar, fraqueza, vômitos, desorientação e dificuldade para caminhar são sinais de alerta. Alterações na coloração da língua e das gengivas, desmaios e convulsões também podem indicar um quadro grave.

Diante da suspeita, o tutor deve levar o animal para um local arejado e iniciar o resfriamento com água fresca aplicada ao corpo, sem utilizar gelo ou água extremamente fria.

A hipertermia pode evoluir e provocar danos aos órgãos, mesmo após o início do resfriamento do animal. Ao identificar sinais de superaquecimento, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediatamente.

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Sabrine Varjão é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Natural de São Paulo (SP), se apaixonou pela comunicação na Região dos Inconfidentes. Suas principais áreas de interesse são política, cultura e esportes.

 

 

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