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Alunos surdos da UFOP denunciam falta de intérpretes ao Ministério Público Federal

Universitários afirmam que a escassez de profissionais compromete o aprendizado e fere a Lei Brasileira de Inclusão

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Estudantes surdos da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) protocolaram uma denúncia no Ministério Público Federal (MPF), em Minas Gerais, alegando descumprimento da legislação que garante acessibilidade e igualdade de oportunidades no ensino superior. O caso está sendo acompanhado pelo Procurador Adailton Ramos do Nascimento, responsável pelo Inquérito Civil instaurado no PR-MG/NUCIVE/PRMG.

De acordo com os estudantes, a falta de intérpretes e tradutores de Libras tem prejudicado o acompanhamento das aulas e o desempenho acadêmico. Atualmente, a UFOP conta com apenas três profissionais para atender dois alunos surdos, matriculados nos cursos de Direito e Arquitetura e Urbanismo, o que, segundo os denunciantes, é insuficiente diante da carga horária e da diversidade de disciplinas.

Os alunos afirmam que a situação se mantém há mais de um ano, mesmo após a instituição ter reconhecido a necessidade de ampliar o quadro de intérpretes. Eles destacam que a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) garante o direito à acessibilidade plena e à oferta de intérpretes de Libras nas instituições de ensino.

Segundo o relato, a Coordenadoria de Acessibilidade e Inclusão (CAIN) já havia informado à universidade sobre o problema desde agosto de 2024, mas, até o momento, nenhuma providência efetiva teria sido tomada.

Os estudantes solicitam, em caráter de urgência, a contratação de novos profissionais, seja por meio de contratos temporários, terceirização ou parcerias com instituições como a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS) e a Associação dos Surdos de Minas Gerais (ASMG).

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Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.