Dom Walmor | Aposta antiga e nova
Reconhecer todos como irmãos e irmãs é antídoto contra a indiferença, o egoísmo e a concorrência predatória

O Brasil revela um contraste inquietante entre suas enormes possibilidades e graves lacunas sociais. Riquezas naturais e tantos outros recursos coabitam com a fome, a desigualdade e a infraestrutura precária. Subculturas e práticas que fragilizam o tecido social impedem avanços em educação, saúde, cultura e bem-estar. A política, que poderia ser caminho de solução, também sofre contaminações. Diante disso, impõe-se uma aposta antiga e sempre nova: a fraternidade.
A fraternidade responde ao anseio profundo do coração humano por comunhão e vida plena. Reconhecer todos como irmãos e irmãs é antídoto contra a indiferença, o egoísmo e a concorrência predatória. A família é a primeira escola dessa vivência, que gera o “ethos do cuidado”: acolher, partilhar, reconciliar. A pergunta bíblica “Onde está teu irmão?” desafia cada pessoa a assumir responsabilidade pelo semelhante.



