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Caso Henry: julgamento chega ao 3º dia com novas revelações sobre agressões

Delegados apontaram que o ex-vereador e a mãe de Henry montaram uma “farsa ensaiada”; ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas

Por e 
Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento
Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento • Foto: Redes Sociais | Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

O Caso Henry entra nesta quarta-feira (27) no terceiro dia de julgamento. Estão no banco dos réus o ex-vereador Jairinho, então padrasto da criança, e Monique Medeiros, mãe do menino Henry. Ambos respondem por diversos crimes relacionados à morte do garoto, incluindo homicídio qualificado, tortura e coação.

A sessão está marcada para começar às 9h, no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. O principal advogado de Jairinho, Fabiano Lopes, que estava afastado após sofrer um infarto no último sábado (23), deve retornar à banca de defesa do réu. O advogado assinou um termo de responsabilidade para obter alta hospitalar, e a expectativa é de que volte ainda nesta semana.

Até o momento, dois delegados foram ouvidos como testemunhas de acusação. O primeiro a depor foi o delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações à época. Ele falou por cerca de dez horas e afirmou que Jairinho e Monique “montaram uma farsa ensaiada”.

Segundo o delegado, Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho, versão que contradiz a defesa da ré, que sustenta que ela desconhecia os episódios de violência.

Damasceno também destacou que as lesões encontradas no corpo de Henry eram gravíssimas e incompatíveis com uma queda da cama, versão apresentada pelo então casal. O delegado afirmou ainda que Jairinho não queria que o corpo do menino fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e que o ex-vereador chegou a procurar pessoas influentes no Hospital Barra D’Or, para onde a criança foi levada, pedindo que o óbito fosse atestado na própria unidade de saúde.

A delegada Ana Carolina Lemos Medeiros, que também atuou no Caso Henry, começou a ser ouvida por volta das 23h e foi interrogada pela defesa de Jairinho. Ao todo, 27 testemunhas devem prestar depoimento. A previsão é de que o julgamento dure entre cinco e dez dias.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.