Vencedora do Nobel da Paz alfineta Trump ao ser recebida por colegas: 'Talvez eu divida o prêmio com ele'
Navanethem 'Navi' Pillay foi premiada pelos 'esforços para promover a paz e o direito internacional'

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Navanethem Pillay, alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser recebida por colegas na manhã desta sexta-feira (9), após receber a notícia do prêmio.
Navi Pillay foi recebida pelos colegas com aplausos. "Se vocês aplaudirem um pouco mais, talvez eu divida este prémio com o Trump", brincou ela em um vídeo gravado pela Secretária-Geral da Anistia Internacional, Agnes Callamard.
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A princípio, a jurista havia pensado que a notícia era uma brincadeira, mas os colegas disseram a ela da divulgação do prêmio na imprensa.
Navi destacou a importância de estar cercada de pessoas que apoiam os direitos humanos e mencionou um trabalho recente na Faixa de Gaza. Ela foi premiada pelos "esforços para promover a paz e o direito internacional".
Navi não atendeu ao telefonema do comitê
O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, afirmou nesta sexta-feira (9), durante uma coletiva de imprensa, que ainda não havia conseguido contato com Navi para informá-la sobre o prêmio.
"Infelizmente, até onde sei, ainda não conseguimos falar com Navi Pillay. Então, minha mensagem para ela seria: se você vir uma ligação de um número norueguês, por favor, atenda", disse Frydnes. "Eu adoraria conversar com você em breve", acrescentou.
Quem é Navanethem Pillay
Navanethem nasceu em uma família de origem tâmil indiana sob o apartheid em Durban, na África do Sul. Tornou-se advogada e confrontou uma profunda discriminação estrutural, sonegação e exclusão. Ela iniciou defendendo Nelson Mandela durante o apartheid.
Foi juíza no Tribunal Superior na África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda e no Tribunal Penal Internacional. Também foi a Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e, até recentemente, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestiniano Ocupado. Atualmente, é juiz do Tribunal Internacional de Justiça no caso em que Myanmar é acusado de genocídio.
Navi receberá 12 milhões de coroas suecas (R$ 6 milhões) pelo prêmio.
Trump e o prêmio Nobel
A provocação a Trump ocorreu porque o presidente norte-americano já afirmou várias vezes que merecia vencer o prêmio, uma vez que resolveu sete guerras, segundo ele.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



