UE endurece políticas migratórias e aprova criação de 'centros' de deportação
As medidas foram aprovadas sob impulso da Dinamarca, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia

Os países da União Europeia (UE) aprovaram, nesta segunda-feira (8), o endurecimento das políticas migratórias para os Estados-membros, permitindo a criação de “centros de retorno”.
O termo se refere a locais onde migrantes poderiam ser reunidos antes de serem transferidos. O objetivo da UE é que os países instalem esses centros, e não o próprio bloco. Assim, cada Estado-membro teria de firmar acordos com nações não integrantes para a implementação dessas estruturas.
Para entrar em vigor, o pacote ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu. As medidas foram apresentadas inicialmente pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia.
O pacote de medidas mais rígidas é, no entanto, alvo de questionamentos por parte de alguns países. A Espanha, por exemplo, duvida da eficácia dos “centros de retorno” após o fracasso de experiências similares em outros locais. Já a França questiona a legalidade e a efetividade de algumas das propostas.
As medidas foram aprovadas sob impulso da Dinamarca, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia e defende o endurecimento das regras para a entrada de estrangeiros no território europeu.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



