Trump admite fim da guerra mesmo com Ormuz fechado, diz jornal
Plano discutido na Casa Branca prioriza enfraquecimento militar do Irã e evita operação para reabrir rota estratégica do petróleo, segundo o Wall Street Journal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia encerrar a ofensiva militar contra o Irã mesmo diante da continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal nesta segunda-feira (30), com base em fontes ligadas ao governo americano. De acordo com a reportagem, a Casa Branca passou a considerar que uma eventual operação para liberar completamente a passagem marítima poderia estender o conflito além do prazo de seis semanas estipulado por Trump. A possibilidade de prolongamento da guerra tem pesado nas discussões internas.
O fechamento do estreito pelo Irã já provoca reflexos no mercado internacional, pressionando o preço do petróleo e gerando impactos em diferentes setores da economia global. Nos Estados Unidos, o cenário também acende alertas políticos, sobretudo em meio ao calendário eleitoral para o Congresso. Nos bastidores, a orientação do presidente tem sido priorizar objetivos militares mais restritos, como o enfraquecimento das forças navais iranianas e a redução do arsenal de mísseis do país. A estratégia incluiria, em um segundo momento, a diminuição da intensidade dos ataques, com o objetivo de forçar Teerã a recuar e reabrir a rota.
Caso o bloqueio persista, a tendência é que Washington pressione aliados europeus e países do Golfo a assumir protagonismo na desobstrução do Estreito de Ormuz, segundo o jornal. Outras alternativas militares seguem em análise, mas não são tratadas como prioridade neste momento. As discussões reservadas, no entanto, contrastam com o discurso público adotado por Trump. Também nesta segunda-feira, o presidente ameaçou ampliar a ofensiva e atingir a infraestrutura energética iraniana caso não haja avanço nas negociações entre os dois países.
Paralelamente, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio, com o envio de um navio de assalto anfíbio e o deslocamento de centenas de militares, incluindo tropas paraquedistas. Relatos da imprensa americana indicam ainda que o governo chegou a considerar uma incursão terrestre. Segundo o Wall Street Journal, há estudos para uma operação de alto risco com o objetivo de capturar estoques de urânio enriquecido dentro do território iraniano.
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