Tiroteio em festa na África do Sul deixa 11 mortos; uma mulher grávida está entre as vítimas
Local do crime foi isolado para perícia forense e remoção dos corpos pelo Instituto Médico-Legal. Ntuli declarou que a região enfrenta problemas com tráfico de drogas e circulação de armas ilegais

Um ataque a tiros por três homens armados deixou ao menos 11 mortos e três feridos em uma residência na cidade de Durban, na África do Sul, entre a noite de terça-feira (22) e a madrugada desta quarta-feira (23). Entre as vítimas está uma mulher grávida.
Segundo o chefe do governo da província de KwaZulu-Natal, Thamsanqa Ntuli, os criminosos invadiram o local pouco antes das 23h (horário local) e abriram fogo contra as pessoas reunidas no evento. Dez pessoas morreram no local e uma décima primeira morreu após ser socorrida a um hospital.
A polícia sul-africana realiza buscas pelos três suspeitos e informou que nenhuma prisão foi efetuada até o momento. A motivação do crime permanece desconhecida, mas as autoridades não descartam a hipótese de disputa entre grupos rivais. De acordo com a corporação, parte das pessoas presentes no local era alvo de investigações criminais anteriores, cujos detalhes não foram divulgados. A polícia apura também se um incêndio criminoso em um veículo próximo à residência tem relação com o caso.
O local do crime foi isolado para perícia forense e remoção dos corpos pelo Instituto Médico-Legal. Ntuli declarou que a região enfrenta problemas com tráfico de drogas e circulação de armas ilegais.
O episódio integra uma sequência de tiroteios em massa no país. Em junho, um ataque deixou 12 mortos em Joanesburgo em ação atribuída a gangues. Em dezembro, dois tiroteios deixaram 21 mortos no intervalo de duas semanas.
Estatísticas oficiais da polícia registram 5.427 homicídios na África do Sul no trimestre entre abril e junho, o que representa média diária de quase 60 assassinatos, tendo as armas de fogo como principal instrumento. No início do ano, o presidente Cyril Ramaphosa autorizou o uso das Forças Armadas no patrulhamento de áreas em Joanesburgo, Cidade do Cabo e Cabo Oriental. A província de KwaZulu-Natal não foi contemplada pelo programa de destacamento militar.
Com informações de Estadão Conteúdo
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