Tensão na Venezuela: avião militar dos EUA e jato particular evitam desastre aéreo por pouco
Encontro perigoso ocorreu a aproximadamente 26.000 pés de altitude, sob a jurisdição dos controladores de tráfego aéreo de Curaçao

Este evento não foi um caso isolado. Apenas 24 horas antes, na sexta-feira, o voo 1112 da JetBlue — que partia de Curaçao rumo ao Aeroporto JFK, em Nova York — enfrentou uma situação análoga. Na ocasião, a tripulação foi forçada a interromper abruptamente a sua trajetória de subida após um avião-tanque norte-americano cruzar diretamente a sua rota. O Pentágono e o Comando Sul dos Estados Unidos confirmaram estar cientes dos relatos e afirmaram que uma revisão interna das operações militares no Caribe já está em curso.
Cenário de risco e suspensão de voos
A instabilidade no setor aéreo da região já vinha sendo monitorada. No mês passado, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA emitiu um alerta formal às companhias aéreas sobre o aumento expressivo da atividade militar em todas as altitudes nas proximidades da Venezuela. O comunicado alertava que tais operações representam riscos potenciais tanto para voos em cruzeiro quanto para fases críticas de decolagem e pouso.
Como consequência direta dessa insegurança e das "condições operacionais" instáveis, o setor comercial começou a reagir. A Copa Airlines, por exemplo, anunciou a prorrogação da suspensão de seus voos para Caracas até o dia 15 de janeiro. Enquanto isso, o Conselho de Segurança Holandês acompanha de perto as investigações, dado que os incidentes ocorreram no espaço aéreo de Curaçao, território integrante do Reino dos Países Baixos, situado a apenas 64 quilômetros da costa venezuelana.
Com informações de CNN Brasil
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