Tarifas de até 245% dos EUA contra a China não são novas e não atingem todos os produtos
O número é resultado das soma das tarifas propostas pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, de 145% contra produtos chineses, com encargos que já estavam em vigor

A Casa Branca informou, nesta quarta-feira (16), que a China está sujeita a tarifas de até 245% impostas pelos Estados Unidos. Contudo, esse percentual, conforme comunicado, parece se aplicar somente a dois tipos de produtos: veículos elétricos e seringas. Além disso, as tarifas não são novidade.
O número é resultado da soma das tarifas propostas pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, de 145% contra produtos chineses, com encargos que já estavam em vigor.
Em seu primeiro mandato, Trump havia imposto uma tarifa de 25% sobre veículos elétricos chineses, que chegou a ser elevada para 100% pelo ex-presidente democrata Joe Biden no ano passado. A mesma alíquota foi aplicada por ele às seringas importadas da China.
Com isso, os 245% informados pela Casa Branca não refletem em novas tarifas, mas apenas na soma das tarifas máximas atualmente aplicadas a produtos chineses.
Um funcionário da Casa Branca afirmou à Dow Jones que o governo de Trump “simplesmente decidiu somar” os valores. A maioria dos produtos chineses enfrenta tarifas mais baixas, ainda que significativamente superiores às que vigoraram por décadas em meio à escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



