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Sobreviventes do terremoto aguardam socorro em áreas remotas do Afeganistão

Três dias após o sismo que deixou mais de 1.400 mortos algumas áreas remotas ainda não receberam ajuda devido ao difícil acesso

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Afegãos caminham em frente a casas destruídas após terremotos na vila de Mazar Dara, no distrito de Nurgal, província de Kunar, no leste do Afeganistão, em 1º de setembro de 2025.
Afegãos caminham em frente a casas destruídas após terremotos na vila de Mazar Dara, no distrito de Nurgal, província de Kunar, no leste do Afeganistão, em 1º de setembro de 2025.

Habitantes das áreas mais isoladas do Afeganistão, afetadas pelo terremoto de magnitude 6 do último domingo (31), continuam aguardando pela chegada de ajuda. O sismo deixou mais de 1.400 mortos.

O terremoto, ocorrido por volta da meia-noite de domingo no leste do Afeganistão, atingiu áreas remotas da montanhosa província de Kunar, além das vizinhas Nangarhar e Laghman, na fronteira com o Paquistão, que também foram afetadas.

A ONG ActionAid afirma estar em "uma corrida contra o tempo". "Os serviços públicos já estão no limite" no país, que é um dos mais pobres do mundo, explicou Srikanta Misra, seu diretor nacional à AFP.

Até o momento, nenhum plano após o terremoto, em ajuda financeira ou às vítimas, foi anunciado pelos talibãs. A ONU, que já enviou R$ 27 milhões para auxiliar o país, estima que centenas de milhares de pessoas possam estar afetadas.

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Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo