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Segundo turno das eleições no Peru ocorre em meio à polarização e instabilidade neste domingo

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam a Presidência em um cenário de crise política e insegurança

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candidata de direita Keiko Fujimori e o político de esquerda Roberto Sánchez • AFP

O segundo turno das eleições presidenciais do Peru ocorre em meio à forte polarização política e à instabilidade institucional. Disputam a Presidência neste domingo (7) a candidata de direita Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez.

O cenário lembra a eleição de 2021, quando Keiko enfrentou o então candidato de esquerda Pedro Castillo, que governou o país entre julho de 2021 e dezembro de 2022, quando foi destituído.

A votação também acontece em meio a incertezas sobre os rumos da economia peruana e após uma década marcada por sucessivas turbulências políticas.

Desde 2016, o país teve oito presidentes. A maioria foi destituída ou renunciou ao cargo antes de enfrentar o mesmo destino, em meio a denúncias de corrupção. Além disso, o Peru enfrenta uma grave crise de segurança, marcada pelo avanço do crime organizado.

Os candidatos

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), Keiko tenta chegar à Presidência pela quarta vez. Entre suas principais bandeiras estão o combate à criminalidade e a defesa do modelo econômico adotado pelo país nas últimas décadas.

Seus apoiadores afirmam que ela representa estabilidade e segurança. Já os críticos associam sua candidatura ao legado autoritário e às denúncias de corrupção que marcaram o governo de seu pai.

Por outro lado, Roberto Sánchez se apresenta como representante das regiões rurais e dos setores mais pobres do país. Ex-ministro e congressista, ele defende reformas políticas e econômicas, incluindo mudanças na Constituição e uma maior participação do Estado na economia.

Além dos desafios econômicos e políticos, o próximo presidente também terá de lidar com questões ligadas ao turismo. A preservação de Machu Picchu ganhou destaque nos últimos meses após alertas sobre problemas de gestão, denúncias de corrupção na venda de ingressos e riscos à imagem internacional do principal cartão-postal peruano.

Analistas avaliam que o resultado deste domingo será um teste para a capacidade do país de superar a instabilidade política crônica e reconstruir a confiança em suas instituições.

Primeiro turno

Keiko Fujimori venceu o primeiro turno, realizado em abril, com 17,1% dos votos. Roberto Sánchez ficou em segundo lugar, com 12%, segundo o Júri Nacional de Eleições (JNE), após a conclusão da apuração oficial do pleito realizado no dia 12 daquele mês.

O ultraconservador Rafael López Aliaga terminou em terceiro lugar, com 11,9% dos votos. Sánchez avançou ao segundo turno por uma diferença de apenas 21.209 votos.

O primeiro turno foi marcado por atrasos na entrega de material eleitoral em Lima, o que levou as autoridades a estenderem a votação em alguns locais até o dia seguinte.

Apesar de apontar "graves deficiências" no processo, a missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) considerou que a eleição peruana atendeu aos padrões democráticos e validou o resultado do pleito.

*Com informações da AFP.

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