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Rússia liberta repórter dos EUA acusado de espionagem na maior troca de prisioneiros

Evan Gershkovich, repórter do jornal “The Wall Street Journal”, foi preso em março de 2023 acusado de espionagem

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Jornalista americano Evan Gershkovich preso na Rússia suspeito de espionagem durante audiência em Moscou. • ALEXANDER NEMENOV / AFP

O jornalista norte-americano Evan Gershkovich, repórter do jornal "The Wall Street Journal" preso há mais de um ano na Rússia e condenado por espionagem, será libertado em uma troca de prisioneiros que o governo russo e os Estados Unidos farão nesta quinta-feira (1). Caso a troca aconteça, será a primeira entre Moscou e o Ocidente desde a libertação, em dezembro de 2022, da jogadora de basquete americana Brittney Griner, detida na Rússia por um caso de drogas e trocada pelo famoso traficante de armas russo Viktor Bout, preso nos Estados Unidos.

A troca será a maior, entre os dois países desde a Guerra Fria. No total, 26 prisioneiros dos dois lados foram trocados. A informação foi confirmada pelo governo da Turquia, sendo o mediador das negociações. Ancara disse que a libertação faz parte de uma grande troca de prisioneiros entre Washington e Moscou, com participação da Alemanha, Polônia, Eslovênia e Noruega.

De acordo com a BBC, Gershkovich ficou preso na Rússia por mais de um ano e cumpriu uma pena de 16 anos. Quem também falou sobre o caso, foi o presidente Joe Biden, que além de elogiar o esforço diplomático, disse ter negociado a libertação de 16 pessoas da Rússia: "Algumas dessas mulheres e homens foram injustamente detidos por anos. Todos suportaram sofrimentos e incertezas inimagináveis. Hoje, sua agonia acabou", afirmou.

Evan Gershkovich

O jornalista americano Evan Gershkovich foi condenado a 16 anos em uma colônia penal de alta segurança no início deste mês, após ser condenado por acusações de espionagem. O repórter do Wall Street Journal (WSJ) foi preso pela primeira vez em março de 2023 durante uma viagem de reportagem na cidade de Yekaterinburg, cerca de 1.600 km (1.000 milhas) a leste de Moscou, pelos serviços de segurança.

Os promotores o acusaram de trabalhar para a Agência Central de Inteligência (CIA), acusações que o Sr. Gershkovich, o WSJ e o governo dos EUA negam veementemente. Marcou a primeira condenação de um jornalista americano por espionagem na Rússia desde o fim da Guerra Fria, há mais de 30 anos. Após sua prisão inicial, ele foi mantido na notória prisão de Lefortovo, em Moscou.

O ex-fuzileiro naval norte-americano Paul Whelan, condenado em 2020 a 16 anos de prisão por espionagem, também foi libertado, ainda de acordo com Ancara. Outro jornalista, o espanhol Pablo González, também está na lista de prisioneiros libertados, mas do lado da Rússia. González estava detido havia dois anos na Polônia acusado de espionar o governo do país para Moscou.

O advogado do jornalista, que nega a acusação, disse ao jornal espanhol "El País" que ele já foi colocado em liberdade. O governo turco afirmou também que 13 prisioneiros russos serão libertados como parte da troca: dez deles estavam em prisões alemãs e outros três, em presídios dos EUA.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.