Reunião urgente no Conselho de Segurança da ONU discute novo plano de Israel
Países pediram sanções e Estados Unidos acusou o Conselho de prolongar a guerra com “mentiras sobre Israel”

O Conselho de Segurança da ONU realizou, neste domingo (10), uma reunião de emergência para abordar o plano de Israel de tomar o controle da Cidade de Gaza. Países pediram sanções e os Estados Unidos acusou o Conselho de não por fim à guerra.
A reunião foi impulsionada por diversos países que criticaram o anúncio do plano, divulgado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na última sexta-feira (8). O Reino Unido, aliado próximo de Israel, se juntou a países como Dinamarca, Grécia, França e Eslovênia, e alertou que o plano israelense pode prolongar o conflito.
O novo plano propõe que o exército israelense tome o controle da Cidade de Gaza, com o objetivo de derrotar o Hamas e libertar os reféns nas mãos do grupo islamista palestino.
Do outro lado, os Estados Unidos, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito ao veto, acusaram os países que apoiaram a reunião deste domingo de "prorrogar ativamente a guerra, ao difundir mentiras sobre Israel".
A representante dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea, afirmou que "Israel tem o direito de decidir o que é necessário para sua segurança e que medidas são apropriadas para pôr fim à ameaça que o Hamas representa".
O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, disse, também neste domingo (10), que "mais de dois milhões de vítimas estão sofrendo uma agonia insuportável", qualificou os planos de Israel para a Cidade de Gaza como "ilegais e imorais" e pediu que seja permitida a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza.
Com informações da AFP
Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo



