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Quais as armas os Estados Unidos podem utilizar para acabar com 'civilização inteira' no Irã

Em março, secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia afirmado que o país pretende usar bombas de gravidade de alta precisão

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Representantes da mídia se reúnem em torno de um prédio residencial danificado por ataques recentes na cidade de Vahdat, em Karaj, sudoeste de Teerã, em 3 de abril de 2026. • ATTA KENARE / AFP

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou novos contornos após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que uma “civilização inteira” poderia morrer “esta noite”. Apesar do tom alarmante, a Casa Branca informou que não considera o uso de armas nucleares no conflito. Ainda assim, o arsenal americano disponível é amplo — e capaz de causar destruição em larga escala.

Bombas de gravidade: o principal trunfo imediato

Em março, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia afirmado que o país pretende usar bombas de gravidade de alta precisão, com cargas de 500, 1.000 e 2.000 libras. Esse tipo de armamento é lançado por aeronaves e, embora tradicionalmente menos sofisticado que mísseis, pode ganhar alta precisão com sistemas de guia a laser ou GPS.

Com a alegada superioridade aérea dos EUA, após ataques que teriam enfraquecido as defesas iranianas, essas bombas passam a ser uma opção mais viável e de menor risco para pilotos americanos.

“Destruidoras de bunkers” e alvos estratégicos

Entre as variações estão as chamadas “bunker busters”, capazes de penetrar até dezenas de metros no solo antes de explodir. Esse tipo de arma é projetado para atingir instalações subterrâneas, como bases militares e estruturas nucleares, alvos estratégicos no Irã.

Capacidade nuclear existe, mas não está no plano

Embora as bombas de gravidade também possam transportar ogivas nucleares, autoridades americanas negam qualquer intenção de uso desse tipo de armamento neste momento. Ainda assim, especialistas apontam que os EUA mantêm um arsenal significativo de bombas nucleares desse tipo, inclusive posicionadas em bases da Otan.

A ameaça e o contexto da guerra

As declarações de Trump ocorreram em meio a um ultimato para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O presidente americano chegou a ameaçar destruir infraestruturas do país, como pontes e usinas de energia.

Em resposta, o Irã classificou as falas como “delirantes” e suspendeu negociações com os EUA. Segundo a mídia estatal iraniana, os diálogos estavam avançando, mas foram interrompidos após as ameaças.

Enquanto isso, ataques continuam sendo registrados. Um bombardeio recente deixou mortos e feridos próximos a Teerã, e há relatos de explosões em áreas residenciais e infraestrutura estratégica.

Risco de escalada

Apesar da negativa sobre armas nucleares, o cenário segue instável. O uso de armamentos convencionais de alta potência, aliado ao discurso agressivo de ambos os lados, aumenta o risco de uma escalada ainda maior no conflito, com impactos que podem ir muito além da região.

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