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Presidente de Madagascar dissolve o Parlamento antes de votação para afastá-lo do cargo

O presidente enfrentou mais de duas semanas de protestos nas ruas, liderados pela Geração Z - aqueles que nasceram entre 1995 e 2009

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Andry Nirina Rajoelina, Presidente da República de Madagascar, discursa no debate geral da octogésima sessão da Assembleia Geral.
Andry Nirina Rajoelina, Presidente da República de Madagascar, discursa no debate geral da octogésima sessão da Assembleia Geral.

O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, dissolveu o Parlamento nesta terça-feira (14), por meio de um decreto à Assembleia Nacional. A ação foi tomada pouco antes de uma votação promovida pela oposição para destituí-lo do cargo.

O presidente enfrentou mais de duas semanas de protestos nas ruas, liderados pela Geração Z - aqueles que nasceram entre 1995 e 2009. Os jovens também protagonizaram protestos no Nepal e no Peru, por exemplo.

O decreto de dissolução do Parlamento entrará em vigor "imediatamente após a publicação por transmissão de rádio e/ou televisão". Nessa segunda-feira (13), em uma declaração, Rajoelina descartou a possibilidade de renunciar e pediu "respeito à Constituição".

Essa foi a primeira aparição dele desde que os militares se juntaram aos protestos.

Em outro post, o presidente defendeu a dissolução do Parlamento como uma forma de "reestabelecer a ordem em nossa nação e reforçar a democracia".

Protestos em Madagascar

Os protestos no país se iniciaram devido a cortes de água e energia elétrica. Depois, houve denúncias contra corrupção, os políticos e falta de oportunidades.

Militares se juntaram aos manifestantes no último sábado (11) e pediram às forças de segurança para rejeitarem as ordens para atirar contra a população.

O presidente do país foi eleito em 2018 e reeleito em 2023 em uma votação boicotada pela oposição. No Madagascar, o mandato é de cinco anos.

A oposição tenta destituí-lo por suposta negligência nas funções, após relatos de que ele teria fugido do país. O presidente, porém, afirmou que estava refugiado em um "lugar seguro" após ser supostamente alvo de atentados.

*Com AFP

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.