Posto de turismo em Lyon é incendiado durante protesto na França
Pessoas encapuzados depredaram um posto de turismo na cidade francesa; janelas foram quebradas e alteraram fogo no local antes de roubar a propriedade; presidente francês pediu calma e disse que manifestantes devem demonstrar respeito

Um posto de atendimento de turismo da cidade de Lyon foi incendiado durante protestos na França. Segundo a BBC News, a depredação aconteceu em meio a uma escalada de protestos por todo o país contra as condições precárias nas escolas e a disparada do custo de vida.
O Ministério do Interior da França condenou os protestos e os classificou como "atos de violência direcionados". Além disso, acusaram manifestantes de tentativas de saques e ataques à polícia. Para combater o ataque ao prédio, a polícia utilizou de gás lacrimogêneo e entrou em confronto físico com os manifestantes.
A manifestação acontece após três semanas de protestos liderados por estudantes em todo o país, com apelos para que sindicatos de trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos" se juntem às manifestações. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu "calma" e instou os manifestantes a demonstrarem "respeito pelas pessoas e pelo patrimônio".
Manifestantes foram detidos durante protestos
Os protestos violentos continuam na França. Neste sábado (17), autoridades do país prenderam dezenas de pessoas que participaram das manifestações. A seis meses da eleição presidencial que escolherá seu sucessor, uma convocação intitulada "Amarelos e Jovens" incita o movimento dos "coletes amarelos", a Geração Z, agricultores, professores, ativistas climáticos, aposentados, entre outros, a protestarem juntos.
"Hoje há um ponto de convergência de muitas revoltas, todas legítimas e todas mais ou menos conectadas", afirmou à AFP Florine Pigny, uma tatuadora de 36 anos que mora nos arredores de Paris e diz estar preocupada com o "futuro" de sua filha e com a situação dos serviços públicos.
Há semanas, paralelamente aos protestos de estudantes do ensino médio que reivindicam melhores condições, surgiu nas redes sociais uma convocação para manifestações neste sábado contra o aumento do custo de vida que, na França, reflete-se especialmente na alta dos preços dos combustíveis desde o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o site 17octobregiletjaune.net, estão previstas cerca de 1.500 ações. Desde o início da manhã, foram registrados bloqueios de estradas e rotatórias, locais simbólicos para os "coletes amarelos", em várias partes da França, como Rennes, Marselha e Lyon.
"No fim do mês não sobra nada; os preços sobem, mas os salários, não. Não aguentamos mais, estamos sufocando", denunciou Franck, um funcionário público que participou de uma manifestação em Guéret, no centro da França, ao lado de cerca de 300 pessoas, das quais um quarto eram estudantes do ensino médio.
As autoridades estimam a presença de cerca de 200 mil manifestantes, sendo 40 mil em Paris, neste primeiro dia de duas semanas de férias escolares.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



