Por que senadores preveem US$ 1 bilhão para segurança na Casa Branca e salão de Trump
Planos incluem a instalação de abrigos antibomba, bases militares e uma unidade médica subterrânea

Senadores republicanos protocolaram um reforço orçamentário de US$ 1 bilhão destinado à segurança da Casa Branca dentro de um projeto de lei focado no financiamento de agências de fiscalização imigratória. A medida amplia o suporte ao plano do presidente Donald Trump para a construção de um salão de festas oficial, ganhando tração política após o recente atentado contra o mandatário.
O suspeito, Cole Tomas Allen, foi acusado de tentar assassinar o presidente durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, ocorrido no último dia 25 de abril no hotel Washington Hilton.
Divulgado na noite de segunda-feira (4), o texto detalha que o montante será gerido pelo Serviço Secreto para "ajustes e atualizações de segurança" estritamente vinculados ao novo projeto arquitetônico, proibindo o uso da verba para finalidades que não sejam de proteção. A dotação foi inserida em um pacote mais amplo que visa custear o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e a Patrulha de Fronteira.
A movimentação ocorre após o Congresso aprovar, em 30 de abril, uma legislação bipartidária para financiar o restante do Departamento de Segurança Interna, encerrando uma paralisação recorde do governo. Diante do impasse nas prioridades, os republicanos optaram por uma manobra orçamentária partidária para avançar de forma independente com os recursos do ICE e da vigilância fronteiriça. Enquanto o Senado se prepara para iniciar as votações na próxima semana, a Câmara dos Representantes ainda não formalizou sua própria versão do texto.
Em posicionamento oficial, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, celebrou a inclusão do montante e descreveu o empreendimento como uma necessidade "atrasada". Segundo Ingle, o orçamento permitirá ao Serviço Secreto blindar de forma absoluta o complexo presidencial, garantindo suporte a outras frentes operacionais do órgão.
Embora o detalhamento completo da aplicação do bilhão de dólares ainda não tenha sido divulgado, documentos judiciais indicam que a nova estrutura na Ala Leste será pesadamente fortificada. Os planos incluem a instalação de abrigos antibomba, bases militares e uma unidade médica subterrânea. Complementando as exigências de segurança, o presidente Trump defende que o espaço conte com vidros à prova de balas e tecnologia avançada para repelir ataques de drones.
Com informações de Estadão Conteúdo
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