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‘População foi acordada pelo terremoto’, diz jornalista na Colômbia à Itatiaia

Duvan Marín Martínez conta os danos em Manizales, uma das cidades mas atingidas pelo terremoto; pelo menos 21 pessoas morreram

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Destruição nas ruas de Manizales
Destruição nas ruas de Manizales • JONH BONILLA / AFP

O forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia, na manhã desta segunda-feira (10), pegou a população de surpresa. Em relato enviado à Itatiaia, o jornalista Duvan Marín Martínez contou que o país foi praticamente acordado pelos tremores de terra, sentidos aproximadamente às 7h40.

Morador de Manizales, uma das regiões mais atingidas pelo terremoto, o jornalista classificou a situação de emergência como “séria, crítica e complicada”, reportando “danos materiais imensos”. Na cidade, pelo menos três pessoas morreram, enquanto na vizinha Pereira, outros 18 moradores perderam a vida.

“As autoridades reportam uma situação crítica e complicada. A população estava acabando de acordar quando ocorreu o terremoto. Eram aproximadamente 7h43, muita gente estava indo para seus locais de estudo e trabalho, ou preparando seu café em casa, e foi pega de surpresa”, disse.

Imagens compartilhadas pelo jornalista mostram a destruição na cidade, que ainda contabiliza os danos do terremoto. A Catedral de Manizales, construída no estilo gótico, por exemplo, teve uma de suas torres destruídas e apresenta grandes rachaduras.

O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, no estado de Chocó, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá, capital do país, e a aproximadamente 150 km de Medellín e de Cali.

‘Situação é crítica’

Após o tremor, a governador de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, informou nas redes sociais que há relatos de vários feridos e sérios danos em edifícios “Acabamos de vivenciar um grave evento sísmico no departamento de Chocó. Estamos preocupados com os tremores secundários. (...) Já estamos avaliando os danos para divulgar o primeiro relatório oficial”, disse.

Na cidade de Cali, a terceira maior da Colômbia, o prefeito Alejandro Eder informou que 20 estruturas desabaram e pessoas estão presas sob os escombros. Em um vídeo publicado no X, o gestor pediu calma à população, e destacou que pediu apoio às cidades de Bogotá e Medellín.

Na cidade de Pereira, onde 18 pessoas morreram, imagens mostram dezenas de prédios destruídos. “A situação é crítica”, disse o prefeito Maurício Salazar.

De acordo com a autoridade Aeronáutica Civil do país, 10 aeroportos tiveram suas operações interrompidas. Os terminais de Pereira e Armenia, na Região Cafeeira do país, foram fechados e há interrupções em Manizales, Quibdo, Cartago e Buenaventura.

“Por razões de segurança, as operações aéreas nesses terminais permanecem suspensas até que os danos estruturais à infraestrutura possam ser avaliados”, disse a autoridade Aeronáutica Civil.

O que se sabe até agora

  • Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), causando destruição em diversas cidades do país.
  • Até o início da tarde desta segunda-feira (10) havia o registro de 21 mortes.
  • Em Cali, 20 prédios desabaram e há pessoas presas sob os escombros.
  • O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá, capital do país, e a aproximadamente 150 km de Medellín e de Cali.
  • Uma réplica de magnitude 5.0 e 100 km de profundidade foi registrada cerca de uma hora depois.
  • O terremoto foi o mais forte registrado na Colômbia na última década, de acordo com o Serviço Geológico do país.
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

 

 

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