Polícia de Nova York prende cerca de 300 manifestantes pró-Palestina em universidades
A manifestação é reflexo da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, que perdura mais de 200 dias; autoridades investigam pessoas de fora das universidades nos protestos

Cerca de 300 pessoas foram presas em uma intervenção policial contra manifestantes em universidades de Nova York, como Columbia, o coração dos protestos pró-palestinos que se espalharam pelos Estados Unidos. O prefeito da cidade acusou as 'pessoas de fora' de quererem semear o caos.
Intervenção policial
Na terça-feira (30), pela segunda vez em menos de duas semanas, a reitora Universidade de Columbia, Minouche Shafik, pediu a intervenção da polícia para retirar um grupo de estudantes que ocupou um prédio do campus, o Hamilton Hall.
Dezenas de policiais da tropa de choque entraram com um caminhão guindaste por uma janela do segundo andar do prédio para prender os cerca de 30 manifestantes amotinados, que exigiam que a escola cortasse todos os laços com Israel e com as empresas que lucram com a guerra contra Hamas na Faixa de Gaza.
O prefeito elogiou o fato de que 'não houve feridos ou confrontos violentos em uma operação organizada e calma'.
De acordo com o comissário de polícia de Nova York, Edward Caban, os detidos foram acusados de invasão de propriedade, danos ao patrimônio público e roubo.
'Quando ficou claro que a segurança pública era uma preocupação real, especialmente depois que os manifestantes agravaram a situação invadindo um prédio da universidade, a polícia de Nova York foi chamada para fazer seu trabalho', disse o representante.
Em uma declaração emitida pela Columbia no dia anterior, a administração enfatizou que a resposta era contra 'as ações dos manifestantes, não sua causa'.
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