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Pesquisadores descobrem indícios de cocaína em múmias de pessoas que viviam em Milão no século 17

Pesquisa analisou tecido cerebral de duas múmias encontradas na cripta Ca' Granda em Milão, que funcionava como cemitério nos anos 1600

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Divulgação | Journal of Archaeological Science

Pesquisadores da Universidade Milão, na Itália, descobriram resquícios de compostos da folha de coca, da qual é derivada a cocaína, em múmias que viveram nos primeiros anos do século XVII. Os resultados da pesquisa foram divulgados no Journal of Archeological Science e contradiz a crença de que a cocaína somente chegou a Europa no século XIX.

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A pesquisa analisou tecido cerebral de duas múmias encontradas na cripta Ca' Granda em Milão - que funcionava como cemitério nos anos 1600. Outro ponto importante, é que o local tinha parceria com o Ospedale Maggiore, um hospital voltado para pessoas carentes.

Isso porque, como a planta é nativa da América do Sul, o transporte dela para Europa teria que acontecer a partir de travessias transatlânticas. Esse aspecto é intrigante, porque durante essas viagens era esperado que a coca não sobrevivesse ao percurso, e se chegasse ao continente europeu, ela não seria acessível às pessoas menos favorecidas.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento