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Pentágono acusa gigantes tecnológicas da China de apoiarem o Exército de Pequim

Lista atualizada dos EUA inclui marcas como Alibaba, Baidu e BYD; medida pode elevar tensão diplomática poucas semanas após encontro entre Trump e Xi Jinping

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Pentágono, nos Estados Unidos • Reprodução internet

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou, nessa segunda-feira (8), uma versão atualizada da lista de empresas chinesas acusadas de auxiliar diretamente as Forças Armadas da China. A nova relação mira o coração do setor de tecnologia e inovação de Pequim, incluindo gigantes globais como a líder de comércio eletrônico Alibaba, o buscador Baidu e a fabricante de carros elétricos BYD.

A divulgação ocorre em um momento diplomático sensível: há poucas semanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, reuniu-se com o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim, em uma tentativa de estabilizar as relações bilaterais. A nova lista, no entanto, ameaça reacender as tensões entre as duas maiores economias do mundo, justamente no momento em que Trump convida Xi para uma visita oficial a Washington, prevista para setembro.

Gigantes da inteligência artificial e chips na mira

A atualização do Pentágono recupera, em grande parte, o documento que havia sido publicado brevemente em fevereiro e retirado de circulação sem explicações na época. Entre os principais alvos estão:

  • Líderes de IA: empresas na vanguarda da corrida tecnológica, como Alibaba, Baidu e Tencent.

  • Setor de semicondutores: duas grandes fabricantes de chips de memória, ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies, que haviam sido poupadas na versão anterior, foram reincorporadas à lista.

  • Automobilístico:BYD, maior rival global da Tesla no mercado de veículos elétricos.

Alerta para o mercado americano

O anúncio foi recebido com forte apoio no Congresso dos EUA. Políticos de Washington defendem que a medida é essencial para proteger a propriedade intelectual e a soberania do país.

"Esta lista atualizada de empresas militares chinesas é um alerta para as empresas americanas, todos os níveis de governo e o povo americano", afirmou o deputado John Moolenaar, presidente republicano do Comitê Especial da Câmara sobre a China.

Moolenaar fez um apelo público para que o setor privado dos EUA corte laços comerciais com as companhias listadas: "Parem de fazer negócios com essas ameaças à nossa segurança nacional ou corram o risco de facilitar a ascensão militar da China".

O que acontece agora?

Ainda que as sanções práticas imediatas variem, a inclusão na lista do Pentágono funciona como uma "tarja preta" reputacional, que restringe investimentos e cria barreiras burocráticas para que essas empresas operem no mercado americano. Pequim ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova atualização.

*Com informações da AFP

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