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Paquistão: Estado Islâmico reivindica atentado que matou 28 pessoas com explosão

O ataque terrorista aconteceu um dia antes das eleições legislativas, na qual dois candidatos foram assassinados

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Um agente inspeciona o local de uma explosão de bomba na véspera das eleições nacionais do Paquistão, nesta quarta-feira (7)

Ao menos 28 pessoas morreram nesta quarta-feira (7), no Paquistão, em duas explosões, reivindicadas pelo grupo Estado Islâmico (EI).

O ataque aconteceu perto dos comitês de campanha de candidatos no sudoeste do país, um dia antes das eleições legislativas e provinciais.

"O objetivo das explosões de hoje era sabotar as eleições", declarou Jan Achakzai, ministro da Informação da província do Baluchistão, onde aconteceram os ataques.

Ataque terrorista

A primeira explosão, no qual morreram 16 pessoas, aconteceu diante do comitê de um candidato independente no distrito de Pishin, a quase 50 quilômetros de Quetta, a capital da região.

Combatentes do EI "detonaram uma moto" cheia de explosivos "em um comício eleitoral", indicou o grupo em um comunicado divulgado no Telegram.

A segunda explosão matou mais 12 pessoas perto do gabinete de um candidato do partido islamista Jamiat Ulema-e-Islam-F na cidade de Killa Saifullah, 120 quilômetros mais ao leste, segundo Achakzai.

O ministro acrescentou que ao menos 34 pessoas ficaram feridas nas explosões. Estado Islâmico assumiu ambos ataques.

Eleição

A votação começa nessa quinta-feira (8) às 08h00 (00h no horário de Brasília), com quase 18 mil candidatos às 266 cadeiras eleitas diretamente no Parlamento nacional e às 749 nas quatro assembleias provinciais.

Cerca de 128 milhões de pessoas estão habilitadas a votar neste país de 240 milhões de habitantes.

Várias milícias armadas atuam no Baluchistão e alegam lutar por uma melhor distribuição dos ricos recursos desta província. Há alguns anos, a província já foi também alvo de ataques do grupo extremista EI.

"Apesar das explosões de hoje, as eleições acontecerão amanhã. O povo do Baluchistão vai sair de casa amanhã sem medo", afirmou o ministro provincial.

Mais de meio milhão de agentes das forças de segurança foram mobilizados nesta quarta-feira, véspera das eleições, enquanto as autoridades distribuíam as cédulas de votação em mais de 90.000 centros eleitorais do país.

A campanha foi marcada por vários incidentes de segurança. Ao menos dois candidatos foram assassinados e dezenas foram alvos de ataques.

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