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Países mediadores do cessar-fogo condenam Israel por 'violações contínuas' em Gaza

Catar, Egito e Turquia acusam Israel de atacar infraestrutura de saúde e causar mortes de civis; tensão aumenta após novos bombardeios no território palestino

Por e 
Faixa de Gaza bombardeada
Forças militares de Israel bombardearam Gaza durante conflito com terroristas • Omar Al-Qattaa | AFP

O Catar, o Egito e a Turquia condenaram nesta segunda-feira (3) as “violações contínuas” cometidas por Israel na Faixa de Gaza e classificaram os recentes ataques ao território palestino como uma “violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário”. Os três países atuam como mediadores das negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, grupo político e militar palestino.

Em declaração conjunta divulgada em Doha, capital do Catar, os governos afirmaram condenar “veementemente” os ataques israelenses contra instalações e infraestrutura de saúde, além da morte de civis, “incluindo mulheres e crianças”. O posicionamento foi divulgado após novos bombardeios em Gaza que, segundo relatos locais, deixaram mais de 20 mortos.

A nota representa um endurecimento do tom adotado pelos mediadores e reforça a pressão diplomática sobre Israel em um momento em que as negociações para uma nova trégua permanecem estagnadas.

Escalada em Gaza

A atual guerra em Gaza "começou" em outubro de 2023, após um ataque do Hamas ao sul de Israel, que matou cerca de 1.200 pessoas e resultou no sequestro de centenas de reféns. Em resposta, Israel lançou uma ampla ofensiva militar no território palestino, controlado pelo Hamas desde 2007.

Desde então, Gaza enfrenta uma devastação sem precedentes. Grande parte da infraestrutura urbana foi destruída, incluindo hospitais, escolas, sistemas de água e energia. Organizações humanitárias alertam para uma crise de fome, deslocamento em massa e colapso do sistema de saúde.

Os combates já provocaram dezenas de milhares de mortes em Gaza, segundo autoridades palestinas, enquanto Israel afirma que suas operações têm como objetivo eliminar a estrutura militar do Hamas e recuperar os reféns ainda mantidos no território.

Papel dos países mediadores

Catar, Egito e Turquia desempenham papéis centrais nas tentativas de mediação entre o Hamas e Israel. O Catar mantém canais de diálogo com o Hamas e tem sediado negociações indiretas; o Egito atua como interlocutor histórico entre Israel e grupos palestinos, especialmente por controlar a passagem de Rafah; e a Turquia tem ampliado sua atuação diplomática em defesa da causa palestina.

Os três países participaram de esforços anteriores que resultaram em pausas temporárias nos combates e em trocas de reféns por prisioneiros palestinos, mas as negociações para um cessar-fogo mais amplo continuam sem acordo.

Críticas internacionais

A ofensiva israelense tem sido alvo de críticas crescentes de governos, agências da ONU e organizações de direitos humanos, que acusam Israel de uso desproporcional da força e de ataques a estruturas civis. Israel rejeita as acusações e sustenta que o Hamas utiliza áreas civis e instalações médicas de forma camuflada para fins militares.

A declaração conjunta de Catar, Egito e Turquia aumenta a pressão internacional sobre Israel. Até o momento, o governo israelense não havia se pronunciado oficialmente sobre a nota divulgada pelos três mediadores.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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