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Oriente Médio: Trump chama iranianos de 'animais' e nega crime de guerra

Presidente dos Estados Unidos estipulou prazo para reabrir Estreito de Ormuz e, caso não aconteça, planeja ataques em usinas elétricas e outras infraestruturas

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Foto por ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu, nesta segunda-feira (6), aos iranianos como animais. A declaração do republicano aconteceu após ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacasse estruturas civis do país.

"Não, por que eles [iranianos] são animais", disse Trump a repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. "Não estou preocupado sobre os alertar por alvejar infraestrutura civil [no Irã]", acrescentou.

O republicano havia ameaçado, no domingo (5), em uma publicação nas redes sociais, atacar infraestrutura civil caso o governo do Irã não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até às 20h (horário do leste dos EUA) de terça-feira (7) para fechar um acordo. Agência de notícia divulgaram que o governo iraniano expressou preocupação de que a ofensiva dos EUA pode constituir um crime de guerra.

'Irã pode ser derrubado em uma noite'

Com reiteradas ameaças, Trump disse, também nesta segunda (6), que o Irã poderia ser "derrubado" uma noite, acrescentando que isso poderia acontecer nesta terça (7) — mesma data estipulada para a reabertura da passagem marítima. O presidente norte-americano também alertou que os Estados Unidos podem atacar usinas de energia, pontes e outras infraestruturas no Irã, caso o país persa não chegue a um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz.

Mais cedo, nesta segunda (6), o republicano afirmou que o país analisou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias na guerra com o Irã, destacando que a medida pode ser "um passo muito significativo" no conflito. "É uma proposta significativa, é um passo significativo. Não é suficiente, mas é um passo muito significativo", disse Trump a repórteres na Casa Branca, acrescentando que os mediadores "estão negociando agora".

Por outro lado, o Irã rejeitou uma proposta de pôr fim à guerra com os Estados Unidos e Israel, insistindo "na necessidade de um fim definitivo para o conflito", informou a agência de notícias estatal IRNA.

Entenda o conflito no Oriente Médio

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.